Seminário Tecnologia Assistiva

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O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Polo Ribeirão Preto, realizou no dia 10 de abril o seminário “Tecnologia Assistiva”, o evento teve como objetivo abordar e discutir o cenário acadêmico, empresarial e legislativo envolvidos com esse tema.

O Prof. Dr. Oswaldo Baffa Filho, Coordenador do Polo Ribeirão Preto, iniciou o seminário convidando a Prof.ª Dra. Linamara Rizzo Battistella, Secretária de Estados dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo, para fazer a abertura oficial e apresentar sua visão sobre o assunto.

Segundo a professora Linamara, no mundo há 1 bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência, seja física, visual, auditiva ou intelectual, sendo que no Brasil temos 45,6 milhões de deficientes (23,9% da população). A professora ressaltou que as doenças crônicas são a principal causa de deficiência e os países pobres são os que mais têm crianças nessa condição.

A apresentação abordou também o Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Benefício das Pessoas com Deficiência (CETI-D), um programa da Secretaria que visa fortalecer o modelo de inclusão social, a garantia dos direitos humanos e a equiparação de oportunidades, atuando através da certificação de produtos e serviços assistivos, fomento a empresas nacionais e suporte de novos projetos.

Continuando o seminário, a Prof.ª Dra. Valéria Meirelles Carril Elui, docente do curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, relatou que as pesquisas e o desenvolvimento da tecnologia assistiva não conseguem corresponder, na mesma proporção, à demanda da sociedade. A professora concluiu que é necessário maior integração entre as áreas da saúde, exatas e as empresas do setor para, então, haver um real desenvolvimento dessa tecnologia.

O Prof. Dr. José Batista Volpon apresentou a estrutura do Laboratório de Bioengenharia, vinculado ao Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, e o projeto Quiorto (Qualidade de Implantes Ortopédicos) atuando no apoio ao desenvolvimento de projetos assistivos. A primeira etapa do evento foi encerrada pelo empresário Roberson Ferreira Teixeira, proprietário da Cajumoro aparelhos médicos, que descreveu sua história e experiência no ramo de tecnologia assistiva.

O Vice Coordenador do Polo Ribeirão Preto do Instituto de Estudos Avançados, Prof. Dr. André Lucirton Costa, reiniciou o seminário e convidou a Deputada Estadual Célia Leão e o Deputado Estadual Rafael Silva para discorrerem sobre o âmbito político e legislativo que envolve a questão assistiva no Brasil. Os Deputados comentaram sobre as principais Leis que versam sobre o tema e relataram também suas próprias experiências de vida.

Seguindo as apresentações, o Prof. Dr. Eduardo Jorge Valadares Oliveira, do Ministério da Saúde, comentou a cadeia de valor da saúde e informou que ela representa 8,8% do PIB, atingindo 100 bilhões ao ano e empregando 10% da força de trabalho do país. Para Valadares o crescimento e o envelhecimento da população, o aumento da renda e os avanços tecnológicos na área da saúde geraram um crescimento na demanda por serviços em saúde, porém o mercado brasileiro ainda é fortemente dependente de importações.

O Prof. Dr. Marcelo Knörich Zuffo, da Escola Politécnica da USP, inicialmente explicou a evolução da tecnologia na área da saúde e também apresentou a proposta do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Assistivas, um Centro voltado para a pesquisa, a difusão e o desenvolvimento tecnológico, com foco na inovação. Segundo Zuffo, as tecnologias interativas abarcam duas áreas de pesquisa: meios eletrônicos interativos e a interação humano-computador.

Na etapa de apresentações de produtos e projetos assistivos, Thiago Almeida falou sobre sua empresa, Figlabs, e a proposta de atuar entre a universidade, os grupos de pesquisa e o setor de comercialização. Dentro dos produtos assistivos, a empresa desenvolveu uma bengala ultrassônica e também uma cadeira de rodas automatizada com sistema de geolocalização.

Diego Fiori de Carvalho contou as experiências e as expectativas da Innolution, empresa que elabora softwares e projeta um sistema com etiquetas que permitirá a deficientes visuais receberem informações sonoras eletrônicas que ajudarão na locomoção e na identificação de objetos.

Concluindo o seminário, a professora Valéria Meirelles expôs alguns protótipos desenvolvidos, incluindo a placa polimérica derivada de óleo de mamona, que é utilizada para termoterapia, e a órtese articulada para deformidades causadas por artrite reumatoide.

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