Gestão pública e participação social são temas do USP Analisa

Em meio a tantos escândalos políticos que denunciam má aplicação do dinheiro público, a conclusão a que se chega é que falta uma gestão adequada dos bens públicos no Brasil. Mas que ferramentas devem ser adotadas para que isso seja feito? Será que o bom gestor público deve vir do setor privado? Para debater essas questões, o USP Analisa desta semana conversa com os professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP Cláudia Passador e João Luiz Passador.

Segundo eles, nunca houve uma preocupação com a formação de gestores públicos, apesar de uma tentativa, nos anos 80, de se criar uma escola para esse fim. Mas a formação não deve ser o único cuidado na administração do dinheiro público. “Independente de quem esteja ocupando o cargo, a ideia é que se incorpore ferramentas para ter um bom desempenho e gastar bem esse dinheiro. Antes, a preocupação era apenas o que fazer com os recursos financeiros, agora é fazer com que eles beneficiem a maior parcela possível da população”, explica Cláudia.

“Formar um gestor público não é fácil. Ele precisa sim ter um ferramental técnico, mas acima de tudo, uma capacidade de diagnóstico, ou seja, compreender onde ele está e o que pode fazer. Também precisa ter a sensibilidade para perceber que o setor público é bem diferente do setor privado”, lembra João.

Eles destacam também que a participação da sociedade nas decisões dos governantes precisa aumentar. “A questão é como a democracia vai conseguir dar conta dessas novas demandas. Só o voto não é suficiente como instrumento de participação. Falta uma interação mais direta”, diz Cláudia.


A entrevista vai ao ar nesta sexta, dia 24, a partir das 12h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

Cirurgia fetal ajuda a prevenir problemas de desenvolvimento em bebês

Uma técnica capaz de corrigir malformações graves antes mesmo do nascimento, a cirurgia fetal pode salvar vidas e evitar diversos problemas em crianças. O procedimento, que ainda é pouco realizado no Brasil, será tema do USP Analisa desta semana. O programa entrevista o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP Lourenço Sbragia Neto.

Segundo ele, existem dois tipos de cirurgia fetal. Na cirurgia fetal aberta, um corte no abdome da paciente permite que o cirurgião chegue até o útero e faça o procedimento por meio de uma incisão muito pequena, sem a necessidade de retirar o feto do órgão. Já a intervenção fetal é realizada com o auxílio de um aparelho chamado fetoscópio, evitando cortes no abdome da paciente.

O docente destaca ainda que esse tipo de cirurgia é bastante indicado em duas situações. No caso de defeitos da coluna conhecidos popularmente como espinha bífida, o procedimento evita a ocorrência de hidrocefalia e reduz em até 50% a necessidade de implantação de uma válvula após o nascimento, prevenindo problemas no desenvolvimento neuromotor. Já em tumores raros no pulmão ou na coluna que geram sangramentos, a cirurgia fetal é fundamental para salvar a vida do bebê.

“Toda situação de indicação para doença fetal precisa ser bem diagnosticada. Por isso, é necessário que toda grávida faça o pré-natal para identificar algum tipo de doença, especificamente um ultrassom, permitindo que se possa triar, a partir de 20 semanas, algum defeito congênito”, explica o docente.


A entrevista vai ao ar nesta sexta (17), a partir das 12 horas. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

Migração e envelhecimento populacional: desafios contemporâneos

Data: 24/03 às 13h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições: Clique aqui
Valores: R$5 para idosos e estudantes, R$10 para profissionais e demais interessados, pagos no dia do evento


No dia 24 de março, às 13h30, ocorrerá o seminário “Migração e envelhecimento populacional: desafios contemporâneos”, no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP.

O objetivo do evento será discutir os desafios impostos pela migração e pelo envelhecimento, como a migração de trabalhadores mais velhos com grande capital humano acumulado; a migração de filhos, que podem deixar os pais idosos em situação de vulnerabilidade, a inserção de idosos no mercado de trabalho e as demandas por um novo olhar sobre a flexibilidade da jornada.

Os palestrantes serão o pesquisador do Centro de Estudos de Migração Internacional da Universidade Federal de São Carlos Igor José de Renó Machado, a docente da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP Cynthia Soares Carneiro e o mestre em psicologia e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Migrações da Universidade de Lisboa Carlos Barros.

O seminário é organizado pela professora Carla da Silva Santana, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e conta com o apoio do Instituto de Estudos Avançados da USP e Rádio USP Ribeirão Preto.

O valor da inscrição é R$5 para idosos e estudantes e R$10 para profissionais e demais interessados, pagos na entrada do evento.

Violência, Cidades e Políticas Públicas de Segurança

Data: 21/03 às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições gratuitas: clique aqui


O Instituto de Estudos Avançados da USP Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) promove no dia 21 de março, às 15h, a conferência Violência, Cidades e Políticas Públicas de Segurança, no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP.

No evento, o coordenador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, professor Sérgio Adorno, e o pesquisador do NEV Marcelo Batista Nery vão debater a atual crise na segurança pública, abordando, entre outros temas, a sensação de insegurança que impera nos grandes e médios centros urbanos, a violência protagonizada pelo crime organizado e políticas públicas que, muitas vezes, acabam acentuando a desigualdade social. 

Os palestrantes também vão apresentar dados e debater os resultados das pesquisas desenvolvidas no NEV, que, desde 1987, atua na pesquisa e formação de profissionais por meio da abordagem interdisciplinar na discussão de temas relacionados a violência, democracia e direitos humanos.


Sobre Sérgio Adorno: Professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e coordenador do NEV-USP. Pós-doutor pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales da França, Adorno também é responsável pela Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância. Tem larga experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Política, atuando principalmente em temas como violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais.

Sobre Marcelo Batista Nery: Doutor em Sociologia pela USP e foi o primeiro profissional com essa formação a obter o título de mestre em sensoriamento remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Tem experiência nas áreas de Geoinformação e Cociologia, com ênfase em análise espacial, geoprocessamento, segurança pública, homicídio, dinâmica criminal e distribuição espacial urbana. Profissionalmente, presta consultorias a organizações sociais e instituições públicas e é pesquisador no NEV-USP.


Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.

USP Analisa aborda importância do HC e impacto da crise na saúde

Referência em saúde para mais de 90 municípios e quase quatro milhões de habitantes, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP possui números que impressionam. Mas em tempos de crise, como manter em funcionamento uma estrutura desse porte? Para debater essa e outras questões sobre saúde, o USP Analisa desta semana entrevista o superintendente do HC Benedito Carlos Maciel.

Segundo ele, a importância do hospital vai além do atendimento à população na área de saúde. A pesquisa e o ensino são outros pilares fundamentais, que abrigam 4600 estudantes em oito carreiras e geram 450 novos projetos de pesquisa por ano. “É um importante centro de formação de pessoal. Temos pesquisas importantes em todas as áreas do hospital, entre elas imunologia, hemoterapia e terapia celular”, explica.

Para Maciel, embora a crise financeira que o País atravessa seja bastante preocupante, ainda não houve um impacto expressivo na manutenção dos serviços. “Trabalhamos com restrições no orçamento e isso exige que se faça um esforço para racionalizar custos e tentar manter a atividade do hospital e o atendimento à população inalterados. Até o momento, temos conseguido. Esperamos que, em um tempo curto, essa dificuldade se amenize para podermos ampliar o atendimento da forma que a população gostaria”.

Outro tema que será abordado no programa é o exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo que avalia os egressos dos cursos de medicina. Em 2016, 48% dos alunos que fizeram a prova foram reprovados. “O Cremesp não tem prerrogativa de definir se o profissional que não consegue nota mínima não poderia atuar como médico, mas seria positivo para a qualidade da medicina brasileira se o exame exigisse essa aprovação”, diz Maciel.


A entrevista vai ao ar nesta sexta (10), a partir das 12 horas. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

USP Analisa discute tecnologia e terceira idade

Em 2030 a pirâmide demográfica do Brasil sofrerá uma inversão, ou seja, a população de idosos vai superar a de jovens. Mas será que o País está se preparando adequadamente para essa mudança? E de que forma as novas tecnologias podem ter um papel positivo na vida desse público? Para fazer uma reflexão sobre isso, o USP Analisa desta semana entrevista a professora do curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Carla da Silva Santana e a doutoranda do Programa de Pós-graduação Interunidades em Bioengenharia da USP Marina Soares Bernardes.

Segundo Carla, não existem políticas públicas preventivas para a população idosa, elas geralmente são feitas em resposta a algum problema. “Podemos dizer que o idoso está mais participativo atualmente. Ele tem ocupado mais os espaços públicos e participado com frequência de programas voltados a ele. Porém, não participa ativamente na elaboração de políticas públicas. Nesse ponto, ele ainda é muito passivo”, explica a professora.

Um dos assuntos que serão abordados no programa é o Projeto de Inclusão Digital do Idoso (PIDI), desenvolvido pela FMRP-USP, que surgiu a partir de atendimentos a idosos pela área de Terapia Ocupacional. Marina, que integra o projeto há seis anos, retirou dele a ideia para sua dissertação de mestrado. “Monitoramos 150 idosos que precisam manusear aparelhos como glicosímetro, monitores de pressão ou frequencímetros e verificamos as principais dúvidas que eles tinham. Isso é importante porque mostra que esses idosos estão monitorando a própria saúde em casa e tomando decisões sobre isso”, conta a doutoranda.

A gerontecnologia, ciência que cuida da questão tecnológica no bem-estar de idosos em todas as áreas da vida, será outro foco da discussão. A USP Ribeirão Preto é uma das pioneiras no estudo dessa temática e em 2016 realizou um congresso que reuniu 400 estudiosos e interessados no assunto. “No Brasil, tecnologias voltadas, por exemplo, à mobilidade, resumem-se em cadeiras de rodas, sempre empurradas por alguém, ou bengalas. No exterior, há uma gama bem mais variada de tecnologias adaptadas aos idosos”, diz Carla.


O USP Analisa vai ao ar nesta sexta (3), a partir das 12 horas. O programa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

VI Semana Nacional do Cérebro

Data: 13 a 17 de março
Local: Salão de eventos do CeTI-RP/USP e na sede do INeC, Av. do Café nº 2450
Inscrições gratuitas: Clique aqui


Com o objetivo de divulgar os benefícios do estudo do cérebro, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP e o Instituto de Neurociências e Comportamento (INeC) realizam entre os dias 13 e 17 de março diversas atividades relacionadas à sexta edição da Semana Nacional do Cérebro.

O evento faz parte de uma campanha global coordenada pela Dana Alliance for Brain Initiatives e a European Dana Alliance for the Brain que reúne anualmente universidades, hospitais e diversas organizações durante uma semana para popularizar conhecimentos na área de neurociência. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento (SBNeC) chancela a Semana Nacional do Cérebro.

No primeiro dia do evento, as atividades estarão concentradas no INeC. A partir das 8 horas, os docentes da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Fabiano Saggioro, a confirmar, Adriano Sebollela e Vitor Tumas, a confirmar, participam da palestra “Entendendo a Doença de Alzheimer – do diagnóstico ao tratamento. Eles vão abordar as últimas novidades da neurociência sobre os fenômenos que levam um cérebro saudável a ter a doença de Alzheimer, além de aspectos sobre o diagnóstico e o tratamento da doença. 

Às 11 horas, a neuropsicóloga Camila Monti Oliveira mostra os objetivos de uma avaliação neuropsicológica, suas indicações e as diferentes formas de atuação de um neuropsicólogo na palestra “Avaliação neuropsicológica: para quê e para quem?”.

À tarde, a partir das 14 horas, os docentes da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP conduzem uma oficina de neurociências e neuroarte. Alunos de pós-graduação da FMRP-USP desenvolverão atividades sobre tópicos relacionados à neurociência de forma lúdica, voltadas a crianças de todas as idades.

Na terça-feira, a manhã terá como tema “Cérebro, Música e Artes Visuais”, no salão de eventos do CeTI-RP, a partir das 9 horas. Na palestra “Um passeio divertido: neurociências, biomúsica, tecnologia, saúde e instrumentos de sopro”, o pesquisador Sérgio Mascarenhas aborda inovações em métodos não-invasivos para monitorar a pressão intracraniana e arterial e aplicações transdisciplinares de investigações sobre o sistema nervoso central em ciência, arte e saúde.

Em seguida, o docente do Departamento de Fisiologia da FMRP-USP Norberto Cairasco faz uma viagem por manifestações de cunho estético, desde as cavernas pré-históricas até a Renascença na palestra “Da arte das cavernas do Paleolítico/Neolítico às cavernas urbanas científicas-artísticas-digitais contemporâneas”. 

No período da tarde, a partir das 14 horas, duas palestras fecham o dia: “Transtornos de humor na análise do comportamento”, com a psicóloga do Centro Universitário Barão de Mauá Juliana Setem, e “Explorando a memória e as emoções”, com o docente da FMRP-USP Norberto Coimbra.

Na quarta-feira, a partir das 8h30, será lançada no salão de eventos do CeTI-RP a Rede Ciência, Arte, Educação e Sociedade (CienArtES). O lançamento inclui uma mesa redonda e palestras com Cairasco, o professor da Unifesp Eduardo Kickhofel, a presidente da Fundação Feira do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva, o professor da Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto (FEARP) da USP Daniel Domingues dos Santos e o educador social do Núcleo de Cultura Periférica Elieser Pereira.

A tarde do dia 15 será marcada por atividades no INeC. No seminário “Sono e Cérebro”, às 14 horas, a neurologista clínica Letícia Vianna vai discutir funções de um sono com qualidade, como aprendizado, memória e estados de humor. Às 16h30, a doutoranda em Fisiologia Lívea Dornela de Godoy e a aluna de pré-iniciação científica Palloma Beatriz Damas discutem o comportamento materno, com foco nos impactos do cuidado materno e estresse precoce no sistema nervoso e na sociedade.

No dia 16, pela manhã, o INeC recebe duas palestras. Às 9 horas, a docente da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP Janete Anselmo Franci aborda as modificações hormonais ocorridas na menopausa que são responsáveis por sintomas como ansiedade, depressão, estresse e os chamados “fogachos” (sensação de calor). Já às 10h30, Roberta Monteiro Incrocci fala dos aspectos neurofisiológicos de diferentes tipos de drogas, além de questões relacionadas ao abuso e suas consequências.

À tarde, a partir das 14 horas, no salão de eventos do CeTI-RP, a mesa redonda “Cognição e emoção: aspectos biológicos e psicológicos” apresenta aspectos biológicos e cognitivos envolvidos no processo emocional, além de uma atividade prática de reconhecimento emocional. Os palestrantes serão Norberto Cairasco, a neuropsicóloga do Hospital das Clínicas FMRP-USP Nayanne Beckmann Bosaipo e o doutorando em Neurociências Vinícius Ferreira Borges.

Para o último dia do evento, estão programadas três atividades. Pela manhã, no INeC, às 9 horas, a mestranda em Psicobiologia Tatiane Possani fala do comportamento autolesivo dos jovens, ou seja, o ato de se machucar ou fazer mal a si mesmo. Em seguida, Gabriel Arantes, mestrando em Psicobiologia pela FFCLRP-USP, realiza a palestra “Atenção do dia a dia”. 

Encerrando a Semana, às 14 horas, o pós-doutorando em Genética Artur Fernandes, a psicóloga Marli Occhinni, a enfermeira e especialista em saúde coletiva Anna Maria Chiesa, a confirmar, e a fundadora do Saúde Criança Vera Cordeiro, a confirmar, comentam o documentário “O Começo da Vida”. O objetivo é debater o desenvolvimento psicológico das crianças e o impacto da herança genética e de aspectos ambientais na formação do caráter e nas relações interpessoais.

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