Mudanças climáticas: desafios e possibilidades

Data: 2/10 às 15h
Local: Anfiteatro Prof. Dr. Ivo Torres, Bloco A (FEA-RP/USP)
Inscrições: Clique aqui


O Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) realiza no dia 2 de outubro às 15h, a conferência "Mudanças climáticas: desafios e possibilidades" no anfiteatro Prof. Dr. Ivo Torres, Bloco A da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Ribeirão Preto (FEA-RP).

O palestrante será o professor do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP Paulo Artaxo, que discorrerá sobre o impacto das mudanças climáticas na vida dos seres humanos e nos ecossistemas terrestres.

Artaxo analisará de que forma as alterações ocorridas no clima nos últimos 200 anos, causadas basicamente pelas atividades humanas, interferiram no equilíbrio dos ecossistemas e as consequências disso para o futuro do planeta.

Será debatido também a necessidade de repensar os padrões de consumo da sociedade e a governança necessária para implementar medidas em nível mundial para estabilizar o clima global.

Paulo Artaxo: é graduado em Física, mestre em física nuclear e doutor em física atmosférica, todos pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou quatro pós-doutorados em Harvard, na NASA e nas Universidades de Antuérpia (Bélgica) e Lund (Suécia). Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbana, entre outros temas. É membro da equipe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2007.

II Congresso de Gerontecnologia

Data: 16 a 18 de novembro
Local: Espaço de Eventos da FMRP-USP
Inscrições: www.cbgerontec.com.br

O envelhecimento da população brasileira é um processo que preocupa cada vez mais os especialistas. Para discutir soluções para problemas que afetam a qualidade de vida e a gestão de recursos relevantes a pessoas idosas, e enfatizar os benefícios da tecnologia para um envelhecimento bem sucedido, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realizam entre os dias 16 e 18 de novembro, no Espaço de Eventos da FMRP, o II Congresso de Gerontecnologia.

Dados do IBGE mostram que até 2050, o Brasil terá 66,5 milhões de idosos, ou seja, 29,5% dos habitantes do país terão acima de 60 anos. Este cenário torna fundamental a busca de soluções para as demandas que virão deste processo, abrindo assim campos para a pesquisa, serviços, criação e aplicação de produtos e para o desenvolvimento de políticas que apoiem quem alcança uma idade avançada.

O evento promoverá conferências e palestras sobre os desafios e oportunidades para a gerontecnologia no Brasil, a pesquisa em nível de pós-graduação nessa temática e o desenvolvimento de produtos e equipamentos envolvendo robótica e uso de tecnologias digitais, de informação e de comunicação, entre outros temas. A programação inclui ainda diversos minicursos, rodas de conversa e apresentação cultural.

Entre os palestrantes estão docentes e pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, Universidade de Passo Fundo, Universidad de Guanajuato Leon (México), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, University of Oxford (Reino Unido), West London University (Reino Unido),  Technische Universiteit Eindhoven (Holanda), Instituto Politécnico de Castelo Branco (Portugal), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Private University of Applied Sciences (Alemanha), Universidade Federal de São Carlos, Heriot Watt University (Escócia), Universidade Federal do Paraná e dos campi de São Paulo, Ribeirão Preto e São Carlos da USP.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.cbgerontec.com.br. Mais informações: congressogerontec@gmail.com.

Terapia Celular no diabete melito: onde estamos?

Data: 25/09 às 10h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui



Uma das iniciativas de maior impacto no tratamento do diabete tipo 1 é desenvolvida na Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em colaboração com o Centro de Terapia Celular (CTC). 

Para aprofundar a discussão do tema, o CTC realiza em parceria com o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) o seminário Terapia Celular no diabete melito: onde estamos?

No Brasil 18 milhões de pessoas sofrem com diabete. Esse número cresceu 62% só na última década. Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes são de diabete tipo 1, uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina.

O trabalho em Ribeirão Preto foi idealizado pelo pesquisador Júlio Voltarelli e passou a ser conduzido por um grupo de pesquisadores que incluem a professora Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, que conduzirão o seminário. O estudo mostrou na primeira fase, entre 2003 e 2011, avanços no tratamento que levaram à suspensão do uso de insulina em alguns pacientes ou à redução das injeções diárias.

Serão abordados no encontro temas como terapia com células-tronco, implante de células pancreáticas artificiais, bombas eletrônicas de insulina, aplicação por via oral ou nasal e monitoramento da glicemia por escaneamento. Mais informações: ctcusp@gmail.com ou (16) 2101 9350.

Maria Carolina de Oliveira Rodrigues: Médica formada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), especialista em reumatologia. Especializou-se em transplante de células tronco hematopoéticas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto - USP. Desde 2013, é professora doutora da Divisão de Imunologia Clínica, Departamento de Clínica Médica, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. 

Carlos Eduardo Barra Couri: Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Juiz de Fora, especializado em Endocrinologia na USP. Pesquisador clínico da Unidade de Terapia de células estaminais do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Responsável pelo manejo clínico de protocolos de pesquisa envolvendo terapia com células-tronco em humanos com diabetes mellitus.

Cidades Globais

Data: 18/09 às 15h
Local: Anfiteatro Pedreira de Freitas, 1º andar do prédio central da FMRP-USP
Inscrições: Clique aqui


Cidades globais influenciam outras cidades do mundo com sua inovação, seu nível educacional, sua cultura e seu bem-estar, entre outros itens. No Brasil, apenas São Paulo figura entre as 35 principais cidades globais mundiais. 

Mas o que fazer para que outras cidades brasileiras alcancem esse status, que pode também contribuir para uma melhor qualidade de vida do cidadão? Para discutir esse tema, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto realiza a conferência Cidades Globais, com o presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) Marcos Buckeridge.

Ele vai falar sobre o Programa USP Cidades Globais, do qual é coordenador. Desenvolvido no Instituto de Estudos Avançados da USP em São Paulo, ele reúne especialistas de várias áreas e unidades da USP para entender melhor a metrópole paulistana como um sistema complexo. O programa busca criar um espaço de diálogo e sugerir políticas públicas em diversos setores que contribuam para a melhoria de vida da população.

Marcos Buckeridge é biólogo com PhD em Bioquímica de Plantas pela Universidade de Stirling, na Escócia. É professor de Fisiologia Vegetal do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da USP, onde estuda vários aspectos do metabolismo vegetal. Desde 2009 é coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol. Em 2008, foi eleito membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) e atualmente é presidente da instituição. No Instituto de Estudos Avançados, é coordenador do Programa USP Cidades Globais.


Mais informações sobre o evento: jhenrique@usp.br ou (16) 3315-0368.

Influência da tecnologia nas relações é tema do USP Analisa

Estar conectado à internet é uma necessidade para a maioria das pessoas na sociedade atual. A tecnologia influencia tantos aspectos da vida cotidiana que chega até mesmo a alterar a forma como o ser humano se relaciona. Para discutir de que forma se dá essa influência, o USP Analisa desta semana conversa com a docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP Lucília Maria Abrahão de Sousa.

Para ela, a tecnologia pode ser, ao mesmo tempo, capaz de quebrar barreiras físicas e também de proporcionar isolamento. “A lógica da internet, que é a lógica dos elos, dos links, dos nós, modificou nossa forma de organizar o estudo, o lazer, a vida, a militância política. Então podemos sim dizer que a sociedade está planetariamente conectada. Por outro lado, existe uma contradição: ao mesmo tempo em que é possível falar com tudo, acessar tudo, temos a tecnologia produzindo um isolamento muito grande. Muitas vezes a praça, os espaços socialmente compartilhados, a sala de aula são locais em que se está junto sem estar inteiramente junto. As pessoas constroem o isolamento em seus casulos, que são seus aparelhos celulares”.

Segundo Lucília, ao permitir que as pessoas se expressem sem uma presença física, a rede cria um imaginário de que tudo é possível, gerando assim os discursos de ódio e de preconceito vistos atualmente. “Tenho trabalhado com a hipótese de que o corpo, a presença física, nos situa socialmente, coloca freio. Quando estou sozinho em casa, não tenho o corpo do outro, tenho uma tela que aparentemente me protege de uma certa identidade. É como se ali eu pudesse soltar os demônios. O que me assusta é que isso às vezes vem de sujeitos navegadores que a gente teria acima de qualquer suspeita”, afirma.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (22), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (27), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Rumos do Mercado Brasileiro de Petróleo e Gás

Data: 15/09 às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições: Clique aqui


A crise econômica brasileira e os escândalos na Petrobrás trouxeram impactos negativos para o mercado de petróleo e gás no País. Apesar disso, a produção de petróleo bate recordes a cada dia. Mas quais serão os caminhos para que esse mercado volte a crescer e gerar empregos? Para discutir esse tema, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza a conferência "Rumos do Mercado Brasileiro de Petróleo e Gás".

O evento será conduzido pelo engenheiro de petróleo com 36 anos de experiência no setor Dalmo de Souza Amorim Junior. Sua apresentação vai explorar o negócio de petróleo e gás no Brasil e no mundo, aspectos da produção nacional e internacional e a evolução do mercado. Vai debater ainda o financiamento do crescimento da indústria desse setor, a gestão de poços de pequena produção e o papel das universidades no cenário futuro. 

Dalmo de Souza Amorim Junior é engenheiro de minas com graduação e mestrado pela USP. Também é engenheiro de perfuração qualificado pela Petrobrás. Atuou diretamente nas áreas de perfuração, elevação e escoamento, operações marítimas, ferramentas de poço, hidráulica de perfuração, entre outras. Ministrou também diversos cursos no setor e trabalhou como professor universitário de Engenharia de Petróleo e Gás. 

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315-0368.

Atuação da FFLCRP em ensino e pesquisa é tema do USP Analisa

Com mais de 50 anos dedicados à formação de profissionais e importantes contribuições à pesquisa nacional, a Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, carinhosamente conhecida como Filô, é considerada a unidade mais interdisciplinar do campus Ribeirão Preto. Seus dez cursos de graduação e seis de pós-graduação reúnem mais de 2,5 mil alunos em diferentes áreas. Para falar sobre as contribuições dessa unidade à universidade e à sociedade em geral, o USP Analisa desta semana recebe o diretor da FFCLRP Pietro Ciancaglini.

Segundo ele, a Filô nasceu interdisciplinar e essa característica traz um diferencial para a formação dos alunos. “Há um ganho enorme para o aluno porque ele tem uma vivência focada não só em um departamento, mas dentro do campus e dos diferentes conhecimentos que permeiam as unidades de ensino. Nosso egresso tem um diferencial em qualidade com essa vivência trans e multidisciplinar. A convivência com perfis e modos de pensar distintos traz uma formação mais dinâmica e ele estará mais bem preparado para responder como a sociedade precisa”.

Outra característica importante da Filô é atuar em programas de aprimoramento profissional voltado a professores do ensino básico, que trazem atualizações em novas tecnologias para o ensino e também em educação inclusiva. Para Ciancaglini, a resposta desses profissionais é a melhor possível. “A unidade está bastante empenhada em colaborar com a sociedade e complementar a formação do professor. O próprio professor responde com demandas, solicitando aprimoramentos com diferentes facetas”.

O diretor destaca ainda a ampliação do contato da Filô com a comunidade, por meio de visitas guiadas aos laboratórios para estudantes e atividades de preparação para as olimpíadas de química e matemática, o que aproxima possíveis futuros alunos da rotina da universidade.

Ciancaglini afirma ainda a importância de se ampliar o investimento na ciência brasileira. “Nossos parlamentares precisam entender que dinheiro colocado em pesquisa não é gasto, é investimento. Quando se investe em pesquisa, se estimula também a produção, porque a indústria produz insumos para pesquisa. Financiar pesquisa é financiar a formação do futuro pesquisador e aproximar a indústria da necessidade de produzir insumos. É um ciclo”.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (1), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (6), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.