Terapia Celular no diabete melito: onde estamos?

Data: 25/09 às 10h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui



Uma das iniciativas de maior impacto no tratamento do diabete tipo 1 é desenvolvida na Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em colaboração com o Centro de Terapia Celular (CTC). 

Para aprofundar a discussão do tema, o CTC realiza em parceria com o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) o seminário Terapia Celular no diabete melito: onde estamos?

No Brasil 18 milhões de pessoas sofrem com diabete. Esse número cresceu 62% só na última década. Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes são de diabete tipo 1, uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina.

O trabalho em Ribeirão Preto foi idealizado pelo pesquisador Júlio Voltarelli e passou a ser conduzido por um grupo de pesquisadores que incluem a professora Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, que conduzirão o seminário. O estudo mostrou na primeira fase, entre 2003 e 2011, avanços no tratamento que levaram à suspensão do uso de insulina em alguns pacientes ou à redução das injeções diárias.

Serão abordados no encontro temas como terapia com células-tronco, implante de células pancreáticas artificiais, bombas eletrônicas de insulina, aplicação por via oral ou nasal e monitoramento da glicemia por escaneamento. Mais informações: ctcusp@gmail.com ou (16) 2101 9350.

Maria Carolina de Oliveira Rodrigues: Médica formada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), especialista em reumatologia. Especializou-se em transplante de células tronco hematopoéticas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto - USP. Desde 2013, é professora doutora da Divisão de Imunologia Clínica, Departamento de Clínica Médica, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. 

Carlos Eduardo Barra Couri: Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Juiz de Fora, especializado em Endocrinologia na USP. Pesquisador clínico da Unidade de Terapia de células estaminais do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Responsável pelo manejo clínico de protocolos de pesquisa envolvendo terapia com células-tronco em humanos com diabetes mellitus.

Cidades Globais

Data: 18/09 às 15h
Local: Anfiteatro Pedreira de Freitas, 1º andar do prédio central da FMRP-USP
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Cidades globais influenciam outras cidades do mundo com sua inovação, seu nível educacional, sua cultura e seu bem-estar, entre outros itens. No Brasil, apenas São Paulo figura entre as 35 principais cidades globais mundiais. 

Mas o que fazer para que outras cidades brasileiras alcancem esse status, que pode também contribuir para uma melhor qualidade de vida do cidadão? Para discutir esse tema, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto realiza a conferência Cidades Globais, com o presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) Marcos Buckeridge.

Ele vai falar sobre o Programa USP Cidades Globais, do qual é coordenador. Desenvolvido no Instituto de Estudos Avançados da USP em São Paulo, ele reúne especialistas de várias áreas e unidades da USP para entender melhor a metrópole paulistana como um sistema complexo. O programa busca criar um espaço de diálogo e sugerir políticas públicas em diversos setores que contribuam para a melhoria de vida da população.

Marcos Buckeridge é biólogo com PhD em Bioquímica de Plantas pela Universidade de Stirling, na Escócia. É professor de Fisiologia Vegetal do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da USP, onde estuda vários aspectos do metabolismo vegetal. Desde 2009 é coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol. Em 2008, foi eleito membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) e atualmente é presidente da instituição. No Instituto de Estudos Avançados, é coordenador do Programa USP Cidades Globais.


Mais informações sobre o evento: jhenrique@usp.br ou (16) 3315-0368.

Rumos do Mercado Brasileiro de Petróleo e Gás

Data: 15/09 às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
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A crise econômica brasileira e os escândalos na Petrobrás trouxeram impactos negativos para o mercado de petróleo e gás no País. Apesar disso, a produção de petróleo bate recordes a cada dia. Mas quais serão os caminhos para que esse mercado volte a crescer e gerar empregos? Para discutir esse tema, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza a conferência "Rumos do Mercado Brasileiro de Petróleo e Gás".

O evento será conduzido pelo engenheiro de petróleo com 36 anos de experiência no setor Dalmo de Souza Amorim Junior. Sua apresentação vai explorar o negócio de petróleo e gás no Brasil e no mundo, aspectos da produção nacional e internacional e a evolução do mercado. Vai debater ainda o financiamento do crescimento da indústria desse setor, a gestão de poços de pequena produção e o papel das universidades no cenário futuro. 

Dalmo de Souza Amorim Junior é engenheiro de minas com graduação e mestrado pela USP. Também é engenheiro de perfuração qualificado pela Petrobrás. Atuou diretamente nas áreas de perfuração, elevação e escoamento, operações marítimas, ferramentas de poço, hidráulica de perfuração, entre outras. Ministrou também diversos cursos no setor e trabalhou como professor universitário de Engenharia de Petróleo e Gás. 

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315-0368.

Atuação da FFLCRP em ensino e pesquisa é tema do USP Analisa

Com mais de 50 anos dedicados à formação de profissionais e importantes contribuições à pesquisa nacional, a Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, carinhosamente conhecida como Filô, é considerada a unidade mais interdisciplinar do campus Ribeirão Preto. Seus dez cursos de graduação e seis de pós-graduação reúnem mais de 2,5 mil alunos em diferentes áreas. Para falar sobre as contribuições dessa unidade à universidade e à sociedade em geral, o USP Analisa desta semana recebe o diretor da FFCLRP Pietro Ciancaglini.

Segundo ele, a Filô nasceu interdisciplinar e essa característica traz um diferencial para a formação dos alunos. “Há um ganho enorme para o aluno porque ele tem uma vivência focada não só em um departamento, mas dentro do campus e dos diferentes conhecimentos que permeiam as unidades de ensino. Nosso egresso tem um diferencial em qualidade com essa vivência trans e multidisciplinar. A convivência com perfis e modos de pensar distintos traz uma formação mais dinâmica e ele estará mais bem preparado para responder como a sociedade precisa”.

Outra característica importante da Filô é atuar em programas de aprimoramento profissional voltado a professores do ensino básico, que trazem atualizações em novas tecnologias para o ensino e também em educação inclusiva. Para Ciancaglini, a resposta desses profissionais é a melhor possível. “A unidade está bastante empenhada em colaborar com a sociedade e complementar a formação do professor. O próprio professor responde com demandas, solicitando aprimoramentos com diferentes facetas”.

O diretor destaca ainda a ampliação do contato da Filô com a comunidade, por meio de visitas guiadas aos laboratórios para estudantes e atividades de preparação para as olimpíadas de química e matemática, o que aproxima possíveis futuros alunos da rotina da universidade.

Ciancaglini afirma ainda a importância de se ampliar o investimento na ciência brasileira. “Nossos parlamentares precisam entender que dinheiro colocado em pesquisa não é gasto, é investimento. Quando se investe em pesquisa, se estimula também a produção, porque a indústria produz insumos para pesquisa. Financiar pesquisa é financiar a formação do futuro pesquisador e aproximar a indústria da necessidade de produzir insumos. É um ciclo”.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (1), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (6), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa aborda pesquisas em neurociência

Campo de pesquisas que se propõe a desvendar os mistérios do cérebro humano, a neurociência será o tema desta semana no USP Analisa. O programa entrevista o docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Norberto Garcia Cairasco e o pesquisador da FMRP-USP Artur Fernandes.

Segundo Cairasco, embora o termo “neurociência” seja relativamente novo, as pesquisas nessa área começaram na Idade Média, com Leonardo Da Vinci. “Muitas explicações que existiam nessa área vinham dos gregos e tinham cunho sobrenatural. Da Vinci foi um dos mais importantes estudiosos do tema. Ele realizou um experimento em que utilizou cera derretida para preencher o cérebro de animais e mostrou como os ventrículos cerebrais estão organizados”, explica.

Mas o estudo dessa ciência vai além da anatomia do cérebro e do encéfalo. “Dentro dessa grande área, a gente estuda o comportamento normal e patológico. Por exemplo, comportamentos entre mãe e filhos, relações interpessoais, hábitos, pessoas que têm tique. Todas as nossas ações refletem comportamentos, sentidos, sensações e emoções. Também estudamos o controle que o sistema nervoso exerce sobre outros sistemas. O cérebro não existe sem o coração ou o pulmão. Esses sistemas interagem entre si e modificam o comportamento do indivíduo”, afirma Fernandes.

Os pesquisadores também abordam a importância da divulgação científica para ampliar o conhecimento sobre neurociência ao público em geral e destacam algumas das iniciativas realizadas em parceria com o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e o Instituto de Neurociências e Comportamento (INeC), como a Semana do Cérebro

“A ideia é justamente explicitar para as pessoas, sobretudo fora dos muros da universidade, o que é o sistema nervoso, o que é o cérebro, como ele funciona, como ele deixa de funcionar nas doenças e a importância da nossa atitude diária prevendo situações futuras”, diz Cairasco.

“A divulgação científica é fundamental porque se a gente não se faz ver, não consegue apoio da sociedade para pleitear mudanças e melhorias nesse campo. Acreditamos que a ciência e a educação são áreas fundamentais para o desenvolvimento do País. Eventos como a Semana do Cérebro têm justamente a intenção de desmistificar a ciência e mostrar que ela também pode ser feita em um contexto de socialização”, afirma Fernandes.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (25), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (30), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Conhecimento em células-tronco pode gerar terapias e novos medicamentos

Considerada uma esperança para o tratamento e até mesmo a cura de doenças, a terapia com células-tronco segue como tema de muitos estudos entre grupos de pesquisa de todo o mundo. Um dos nomes de destaque na área, a docente do Instituto de Biociências da USP, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da USP e pesquisadora do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP, Lygia da Veiga Pereira, esteve em Ribeirão Preto no dia 9 de agosto em evento promovido pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP para falar sobre os desafios e os avanços nessas pesquisas.

Segundo Lygia, para ser considerada uma célula-tronco, a célula deve ter uma capacidade de auto-renovação ilimitada ou prolongada. “Ou seja, tem que conseguir se multiplicar em células idênticas a ela por um longo período de tempo. Além disso, deve também ser capaz de produzir um descendente altamente diferenciado. Ela recebe um estímulo externo e, de repente, se transforma em uma célula mais especializada”.

A docente explica que existem dois tipos de células-tronco. As adultas são derivadas do indivíduo após o nascimento e ficam localizadas na medula óssea, dentro dos grandes ossos. Mesmo o cordão umbilical de um recém-nascido possui essas células. Já as embrionárias estão presentes apenas em embriões com cinco dias. A grande diferença entre elas é que, ao contrário do que se pensava até há cerca de 20 anos, as células-tronco adultas não têm uma capacidade tão grande de se transformar em células especializadas quanto as embrionárias.

“A grande vocação dessas células embrionárias é se especializar. Esse estado pluripotente delas é muito efêmero, daqui a dois dias elas já vão ter se dividido. Ser pluripotente significa que você consegue se diferenciar em células do ectoderma, mesoderma e endoderma [partes do embrião que vão gerar diferentes órgãos do corpo]. As células-tronco adultas são multipotentes, elas conseguem gerar apenas músculo cardíaco e vaso sanguíneo”, diz.

No início dos anos 2000, resultados em pesquisas com modelos animais sugeriam que células-tronco adultas teriam uma maior versatilidade e conseguiriam produzir células do cérebro, fígado e músculo cardíaco. Por isso, houve um grande investimento do governo federal em laboratórios para produção de células destinadas à terapia celular, entre eles o Centro de Terapia Celular da USP Ribeirão Preto. Segundo Lygia, para produzir células-tronco que possam ser usadas em terapias com seres humanos, é preciso um controle de qualidade e boas práticas de manufatura muito específicos, daí a necessidade de uma estrutura apropriada.

Apesar dos investimentos, as pesquisas descobriram que a versatilidade das células-tronco da medula óssea não era tão grande quanto a das embrionárias. “Na verdade, alguns grupos mostraram que as células injetadas secretavam fatores que recrutavam células do próprio animal e produziam alguma regeneração. A única exceção foi o uso dessas células em doenças autoimunes, como o diabetes. A gente descobriu que há células da medula óssea que, embora não se transformem em células produtoras de insulina, têm a capacidade de suprimir o sistema imunológico, evitando que ele ataque o próprio corpo do paciente. Essas pesquisas foram feitas no CTC-USP pelo professor Júlio Voltarelli e estão em andamento”, conta a docente.

O foco das pesquisas, então, voltou-se para as células-tronco embrionárias. Segundo Lygia, elas necessitam de condições muito específicas para se multiplicar fora do corpo, em ambiente artificial. Para verificar se elas não perdem a capacidade de ser pluripotentes, realiza-se um ensaio injetando essas células em camundongos.

“Quando essas células estão no organismo, elas precisam receber vários estímulos diferentes. Se elas forem, de fato, versáteis e pluripotentes, respondem a esses estímulos e começam um processo caótico e desordenado de diferenciação, dando origem a um tumor chamado teratoma. Quando você faz a histologia desse tumor, encontra nele neurônios, pedaços de intestino, osso, músculo. E isso é a última coisa que eu quero que aconteça no meu paciente”, diz ela.

Por isso, um dos principais desafios para a realização de terapia com células-tronco embrionárias envolve a segurança do procedimento. “Se por um lado, ser pluripotente é uma vantagem, por outro, tenho que ter certeza que, entre a população de células produzidas a partir de células embrionárias, não sobraram algumas indecisas, não diferenciadas, que poderiam formar um tumor no paciente. Por isso, ensaios em seres humanos com células-tronco embrionárias demoraram muito mais tempo para serem feitos que os com células-tronco adultas”.

Um segundo desafio citado pela docente é a compatibilidade entre o paciente e as células utilizadas na terapia. De acordo com ela, existem duas linhas de estudo atuais nesse sentido: uma estratégia de encapsular as células-tronco, para que elas fiquem invisíveis ao sistema imunológico, evitando assim a rejeição, e outra estratégia que utiliza técnicas de clonagem para produzir células-tronco com o mesmo material genético do receptor.

Para Lygia, as pesquisas na área de células-tronco embrionárias vão trazer importantes conhecimentos básicos em biologia humana que poderão ser aplicados em terapias futuras não necessariamente envolvendo esse tipo de células. “Ao entender essa diferenciação, será possível descobrir moléculas que podem induzir uma regeneração do cérebro, por exemplo. Assim, se o paciente tiver um acidente vascular cerebral, não será preciso injetar células-tronco para recuperar o dano, mas apenas dar a ele um medicamento feito a partir dessas moléculas”, explica.

Biblioteca de células-tronco brasileira

Outra possibilidade de uso das células-tronco em pesquisas é na avaliação de toxidade de substâncias testadas pela indústria farmacêutica para a produção de medicamentos. Lygia explica que, embora sejam feitos diversos testes antes da liberação para venda, há uma resposta variável a esses medicamentos de acordo com a genética de cada indivíduo.

“A população brasileira tem uma genética peculiar. Somos uma mistura de africanos, europeus e índios. Mas a maioria dos medicamentos é testada em populações europeias e norte-americanas, e com base nesses resultados são comercializadas a populações com genética diferente. O ideal seria testar em uma população mais ampla, mas a indústria farmacêutica não tem recursos suficientes para isso. Substituir esses testes por ensaios em células de diferentes pessoas seria uma opção”.


Pensando nisso, o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias, do qual Lygia é chefe, criou uma biblioteca brasileira de células-tronco. Por meio de uma parceria com o projeto Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), realizado por seis instituições de pesquisa brasileiras, entre elas a USP, foi possível coletar células-tronco de duas mil pessoas em diferentes regiões. “Assim, conseguiremos ter uma população de células-tronco que represente a genética do brasileiro”, explica.

O Lado Escuro do Universo: Matéria Escura e Energia Escura

Data: 30/08 às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui


O atual modelo cosmológico define que o universo é formado, em sua maior parte, por energia escura e matéria escura. Porém, esses dois assuntos ainda representam um mistério para os cientistas que se dedicam a estudar a formação do universo. 

Para mostrar os avanços nessa área, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza no dia 30 de agosto, a partir das 15h, no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP a conferência O Lado Escuro do Universo: Matéria Escura e Energia Escura.

No evento, o docente do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP Laerte Sodré Junior vai apresentar algumas das principais evidências que justificam o atual modelo cosmológico e iniciativas que buscam explicar o lado escuro do universo, ao qual estão associadas a matéria escura e a energia escura.

Nos anos 30 do século passado, surgiu a primeira evidência de que existe mais massa no universo do que se atribui a estrelas, gás e poeira nas galáxias e outras estruturas em grandes escalas. Esta matéria em excesso seria muito mais abundante que a matéria ordinária e não interagiria com a luz, razão pela qual é conhecida como matéria escura.

Já no final da década de 90, duas equipes de cientistas analisaram observações de supernovas distantes e concluíram que a expansão do universo estava, contrariamente às expectativas, se acelerando. Essa aceleração poderia ser produzida tanto por uma componente de "antigravidade" nas equações que descrevem a gravitação quanto por uma substância hipotética conhecida como energia escura.

Laerte Sodré Junior é graduado em Física, tem mestrado e doutorado em Astronomia e realizou pós-doutorado no Royal Greenwich Observatory em Cambridge, Inglaterra. Trabalha na área de Astronomia, com ênfase em Astrofísica Extragaláctica, atuando principalmente no estudo de aglomerados de galáxias, cosmologia observacional, classificação de galáxias, lentes gravitacionais e no planejamento de grandes levantamentos no céu. 

A conferência conta com o apoio da Rádio USP Ribeirão Preto. Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.