Múltiplas facetas e o poder transformador da educação

Data: 14/12 às 8h30
Local: Espaço de Eventos do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui


As Múltiplas Facetas da Educação e seu Poder Transformador serão discutidos em formato de Mesa-Redonda/Brainstorm, com apresentações curtas (10 minutos) de palestrantes com formação variada, seguidas de ampla discussão com a plateia.

A escolha dos palestrantes, testemunhas importantes destas visões, traduz a tentativa de escutar múltiplas versões, numa enorme janela temporal. Apesar de possíveis controvérsias, muitas delas apenas conceituais, no final estas visões/versões se somam com uma química que depende fundamentalmente de uma postura para execução de atos solidários e de preocupação social, mais do que individual. 

A Educação como meta maior para os países se alimenta da Ciência, da Arte, da História e da Filosofia para gerar cidadãos melhores, socialmente comprometidos. 

Os cenários (Escolas, Universidades, Hospitais, Praças, entre outros) para a execução de tarefas ou promoção de reflexões sobre as interações entre Ciência, Arte, Educação e Sociedade são múltiplos, e os palestrantes mostrarão caminhos já trilhados e estratégias futuras.

Moderador: Prof. Dr. Norberto Garcia-Cairasco

Palestrantes: Jonathan Batista Aluno Primeiro Ano do Ensino Médio. Escola Estadual Dom Romeu Alberti; Lucas Almeida, Aluno Doutorado PPG Fisiologia da FMRP-USP; Beatriz Ferreira Profa. Doutora EERP-USP; Noeli Rivas, Profa. Doutora Departamento de Educação e Pedagogia, FFCLRP-USP;  Elieser Pereira, Educador Social. Projeto Conviver / FUNDET; Adriana Silva, Presidente da Fundação Feira do Livro e Leitura de Ribeirão Preto; Norberto Garcia-Cairasco, Prof. Titular Departamento de Fisiologia FMRP-USP

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.

Criminologia na América Latina

Data: 19/12 às 14h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui

O aumento da criminalidade no Brasil e a relação entre muitos crimes e o tráfico de drogas exige uma reflexão constante para que soluções viáveis e eficazes possam ser aplicadas. 

Pensando nisso, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, o Grupo de Estudos em Desenvolvimento e Intervenção Psicossocial (GEPDIP/USP), o Programa de Pós-graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, Organização Comunitária Santo Antonio Maria de Claret e a Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social de Ribeirão Preto realizam o Seminário "Criminologia na América Latina".

O evento terá a participação do docente da Universidade Federal do Pará Marcus Alan Melo Gomes, que vai discutir o paradoxo existente entre a política de encarceramento adotada pelas agências penais brasileiras e o sistema de garantias fundamentais instituído pela Constituição com o propósito de racionalizar o emprego do direito penal. 

Marcus Alan Melo é pós-doutor pelo Centro de Direitos Humanos da Universidade de Coimbra, doutor e mestre em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como professor associado do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará (UFPA), membro efetivo do Centro de Investigação Crime, Justiça e Segurança da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto e juiz de direito da 9ª Vara Criminal de Belém. 

Outro palestrante do seminário será o docente da Pontifícia Universidade Católica do Peru Hugo Morales Cordova. Ele vai analisar o consumo de drogas entre adolescentes infratores peruanos a partir de variáveis estudadas e reportadas pela Criminologia Desenvolvimental, principalmente variáveis sociais e pessoais. 

Hugo Morales Cordova é doutor em Criminologia pela Universidade do Porto, mestre em Criminologia e Delinquência Juvenil pela Universidade de Castilla-La Mancha, mestre em Direitos da Criança pela Universidade de Vigo e mestre em Psicologia Aplicada pela Universidade de La Coruña. É consultor internacional para agências governamentais na área de prevenção social da violência e reinserção de adolescentes infratores. 

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.

Benefícios da robótica social é tema do USP Analisa

A interação com robôs já é uma realidade em alguns momentos do cotidiano. Embora esse contato possa trazer estranheza e até preconceito para algumas pessoas, ele é bastante benéfico. É o que garante a docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, Roseli Romero. Ela é a entrevistada desta semana no USP Analisa, que vai falar sobre robótica social.

Segundo Roseli, a robótica social pode ser aplicada em diversos campos, desde a educação infantil até cuidados com a terceira idade, passando, inclusive, por áreas que trabalham com recepção de pessoas, como hotéis. “Os robôs sociais podem integrar reconhecimento de voz, face, objetos, entre outros. Ele pode analisar o comportamento do ser humano durante um período em um ambiente e propor alguma coisa. Por exemplo, se você está assistindo TV por horas, o robô pode pressupor que você queira tomar um café ou um copo de água e propor isso a você”, diz ela.

No grupo em que ela atua, em São Carlos, há uma série de pesquisas desenvolvidas na área de educação com o NAO, um robô humanoide. “A ideia é desenvolver um sistema em que os alunos possam não só complementar os conhecimentos de sala de aula, mas também para que o professor possa inserir seu próprio conteúdo, para que esses exercícios sejam realizados de forma mais voltada para o que ele está ensinando”, explica Roseli.

De acordo com ela, o robô estimula o aprendizado principalmente entre as crianças. “Muitos alunos têm aversão por fazer exercícios de matemática e por trabalhar próximo ao professor, ficam muito inibidos. Com o robô, pelo experimento que temos feito, a gente vê que eles se sentem mais à vontade. Trabalhamos com turmas em treinamentos com uma certa sequência e observamos que os alunos queriam estudar mais para ganhar do robô nas respostas. Eles se sentem desafiados, querem melhorar cada vez mais. Com isso eles vão aprendendo, que é o objetivo maior”.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (8), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (13), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Mostra Todos os Sentidos

Data: 08/12 às 17h30
Local: Espaço de Eventos do IEA-RP (Campus da USP Ribeirão Preto, antigo prédio do Banco Santander, ao lado do prédio central da FMRP-USP) clique aqui para ver o mapa


Obras de arte geralmente são apreciadas utilizando-se apenas um dos cinco sentidos humanos, a visão. Mas a partir do dia 8 de dezembro, às 17h30, uma exposição no Espaço de Eventos do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP vai permitir aos visitantes utilizar os cinco sentidos para interagir com uma seleção de obras reproduzidas de Cândido Portinari. 

A Mostra Todos os Sentidos é gratuita e proporcionará uma experimentação de elementos representados em diversos quadros do pintor. Será possível, por exemplo, sentir o cheiro do café retratado na obra O Café ou mesmo ouvir sons da flauta presente na obra O Flautista. 

"O objetivo é permitir que os visitantes observem e explorem o trabalho de Portinari em verdadeira profundidade através do puro aproveitamento sensorial, ajudando assim a atrair um público diversificado com diferentes habilidades sensoriais para apreciar seu trabalho de uma forma absolutamente nova”, explica a curadora da mostra e docente da FMRP-USP Carla da Silva Santana de Castro.

Filho de imigrantes italianos nascido em Brodowski (SP), Cândido Portinari manifestou sua vocação artística desde criança. Ao longo de sua carreira, pintou mais de cinco mil obras, entre elas os painéis “Guerra e Paz”, oferecidos pelo governo brasileiro à sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Morreu em 1962, aos 58 anos, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava. 

A Mostra ficará em cartaz até janeiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Espaço de Eventos do IEA-RP (Avenida Bandeirantes, 3900, Monte Alegre – antigo prédio do Banco Santander, ao lado do prédio central da FMRP-USP). Para acessar o mapa, clique aqui. Entre os dias 25/12 e 01/01, a exposição estará fechada.

A atividade é promovida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP com o apoio do Santander Universidades, IEA-RP, Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FAEPA), Projeto Portinari, Prefeitura do Campus da USP Ribeirão Preto e Cooperativa de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), integrando também o programa da Prefeitura do Campus de Ribeirão Preto de inclusão de pessoas com deficiência.

Física contribui para o estudo de fenômenos biológicos

A integração entre diversos ramos da ciência para se estudar um determinado tema é cada vez mais comum. Com a Física e a Biologia não poderia ser diferente. Da união delas, nasceu a física biológica, que se dedica a criar modelos para estudar fenômenos biológicos. Para abordar as pesquisas e os desafios nesse campo do conhecimento, o USP Analisa desta semana traz o docente da Rice University e co-diretor do Centro para Física Biológica Teórica José Nelson Onuchic.

Segundo ele, a Física Biológica não nasce do domínio da Física sobre a Biologia ou vice-versa, mas sim de uma interação que permite o desenvolvimento dessas duas áreas da ciência. “A Biologia inspira os físicos a desenvolver uma nova Física teórica. Grande parte dos sistemas físicos é complexa e vive em situações fora de equilíbrio. As células do corpo ou os motores moleculares são sistemas movidos por energia. Mas como entender sistemas complexos que recebem grande quantidade de energia? Não há uma formulação teórica para isso, é preciso criar essa formulação”, explica.

Onuchic atua em um dos dez centros criados pela National Science Foundation, nos Estados Unidos, voltados a pesquisar problemas em áreas de fronteira da ciência. “O que a gente tem feito é tentar criar modelos ligados ao câncer. A maior parte das drogas é criada de maneira empírica. Procuramos entender modelos básicos de como o câncer funciona. Quando você observa a ação da doença, percebe que ela não cria mecanismos novos, mas basicamente toma por refém mecanismos já existentes no seu organismo”, diz.

Na entrevista, o docente, que está há 20 anos realizando pesquisas fora do País, fez ainda uma análise sobre os cortes feitos neste ano nas verbas destinadas à ciência brasileira. Ele afirma que a redução na verba para pesquisa científica é um problema mundial. Nos países desenvolvidos, quando se corta se corta 3 ou 4%, você cria instabilidades no sistema. O que você nota em áreas de pesquisa  – e é o perigo ao fazer esses cortes – é que se leva muito tempo construindo alguma coisa. No entanto, você pode levar pouco tempo para destruí-la. O custo da ciência, considerando o desenvolvimento que ela traz ao País, é muito pequeno. É o lugar errado de cortar”.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (1º), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (6), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Hackathon Habitação

Data: 28/11 às 8h
Local: Espaço de eventos do Instituto de Estudos Avançados da USP Ribeirão Preto (IEA-RP)
Inscrições gratuitas: Clique aqui

Encontrar soluções para problemas de habitação tem sido um grande desafio em cidades de médio e grande porte no País. Para estimular a discussão do tema e abrir espaço a empreendedores nessa área, o Grupo Urban Lab promove no dia 28 de novembro, a partir das 8h, o Hackathon Habitação, na espaço de eventos do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP).

O evento é inspirado nos tradicionais hackathons ligados à tecnologia, que reúnem equipes de programadores para desenvolver softwares ou quebrar códigos. Porém, no Hackathon Habitação, o foco é promover o encontro de pessoas com diferentes experiências para desenvolver soluções que poderão ser empreendidas pelo governo, por empreendedores ou por organizações da sociedade civil.

Os participantes serão divididos em equipes e terão palestras sobre o tema com representantes das prefeituras de Ribeirão Preto, Serrana e Sertãozinho. Em seguida, deverão trabalhar por cerca de sete horas seguidas e apresentar as soluções para uma banca.

As equipes que apresentarem as três melhores propostas contarão com o apoio do Supera Parque na incubação, poderão participar gratuitamente do curso Empreende e utilizar por três meses o espaço Living Lab, localizado no Supera Parque.

A sede do IEA Polo Ribeirão Preto fica no campus da USP Ribeirão Preto, na Av, Bandeirantes, 3.900, na antiga sede do Banco Santander, ao lado do prédio central da Faculdade de Medicina. Para ver o mapa, acesse:  www.iearp.blogspot.com.br/p/localizacao.html

O evento conta com o apoio do IEA-RP, Supera Parque e Rádio USP Ribeirão Preto.

Mais informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315-0368.

Marco Civil da Internet é destaque no USP Analisa

Três anos após entrar em vigor, o Marco Civil da Internet ainda desperta diversos questionamentos, principalmente em torno da proteção de dados pessoais. Para conversar sobre os avanços e retrocessos trazidos por essa legislação, o USP Analisa traz os docentes da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto Cíntia Rosa Pereira de Lima e Alessandro Hirata.

Segundo Cíntia, embora alguns direitos e garantias previstos no Marco Civil já estivessem garantidos pela Constituição e pelo Código Civil, ele traz uma importante contextualização. “Ele colabora quando traz o direito à neutralidade da rede, que foi regulamentado ano passado por decreto, e em alguns pontos acaba retrocedendo, como quanto à responsabilidade civil. De uma maneira geral, é um marco regulatório que estabelece direitos importantes no contexto dos usuários da internet”.

Hirata lembra que a existência de alguns retrocessos é natural devido à complexidade da formulação das leis. “É sempre muito complicado fazer um documento legislativo dessa forma, porque há muitos interesses envolvidos, dos provedores, empresas de conteúdo, jornalísticas, então chegar a um senso comum, um documento único, não é uma tarefa simples. De certa forma, é normal que se tenha retrocessos, porque na hora de fazer uma lei como essa é preciso abrir mão de um pedaço para se chegar a outro. É difícil chegar a um ponto ideal”, diz.

Em relação à proteção de dados dos usuários, de acordo com os docentes, o Marco ainda não chegou a um modelo adequado, o que traz prejuízos inclusive nas relações internacionais. “Isso traz efeitos também nas nossas relações com outros países, principalmente da Europa. A preferência é por um sistema que nós ainda não temos, o notice and take down, é o sistema europeu. Nele, a pessoa que se sente lesada notifica o provedor, que retira imediatamente o conteúdo do ar”, explica Alessandro.

Outro problema trazido pelo Marco nesse sentido foi a judicialização.“Salvo casos de nudez e pornografia infantil, a pessoa que se sente lesada por determinado conteúdo tem que demonstrar judicialmente o prejuízo. O artigo 19 diz que, para preservar a liberdade de expressão, o provedor somente será responsabilizado se notificado judicialmente para retirar determinado conteúdo e não o fizer”, conta Cíntia.

O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.