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USP Analisa discute atuação do enfermeiro forense

Ramo das Ciências Forenses voltado não somente à coleta de provas, mas também ao atendimento das vítimas, a Enfermagem Forense tem ganhado espaço no mercado nos últimos anos. A especialidade foi regulamentada em 2017 e espera agora um crescimento no número de profissionais e de cursos de especialização. Para falar sobre a atuação do enfermeiro forense e das perspectivas dessa área, o USP Analisa recebe nesta semana a docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP Lucilene Cardoso.


Segundo ela, é fundamental investir no treinamento desse profissional para que, nos casos de crimes, seja possível fazer uma preservação adequada das provas. “Por exemplo, quando o enfermeiro atua atendendo uma vítima de violência sexual, se ele não for devidamente treinado para fazer esse tipo de atendimento, todas as provas daquela violência são destruídas nas primeiras horas após a violência ocorrida. Aí a importância de ter um treinamento, uma especialização devidamente consolidada que possa instrumentalizar os profissionais a prestar o melhor atendimento”, diz.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (20), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (25), às 21h, e no domingo (28), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Atuação das ciências forenses é tema do USP Analisa desta sexta

Séries que retratam o dia a dia de equipes de perícia criminal despertam a curiosidade de muitas pessoas pela profissão. Mas será que a ficção mostra o que de fato acontece na realidade brasileira? Para falar sobre o cotidiano desses profissionais e o campo das ciências forenses no País, o USP Analisa desta semana recebe os peritos criminais Adilson Pereira e Margaret Mitiko Inada Pereira e a perita em botânica Jeniffer Sati Pereira.

Segundo eles, qualquer área do conhecimento pode ser utilizada pelas ciências forenses em uma investigação criminal. “Por exemplo, a astronomia forense. Quando você está dirigindo e faz uma curva ou em entre em uma elevação na pista, o sol pode ofuscar sua visão, causando um acidente. Você alega essa situação, mas a perícia não está lá naquele momento para comprovar. Então, os peritos fazem cálculos para determinar a exata posição do sol naquele momento e comprovar se o que você disse era verdade”, explica Adilson.

A botânica é outra área bastante utilizada. De acordo com Jeniffer, em casos de afogamento, ela pode comprovar, por meio da identificação de algas no corpo da vítima, se ela realmente foi assassinada naquele local. No assassinato da advogada Mércia Nakashima, em 2010, a botânica forense foi fundamental para associar o então suspeito Misael Bispo ao local do crime.

“Os peritos recolheram várias amostras do local do crime, além de amostras da vestimenta e dos sapatos de Misael Bispo e também do assoalho do carro. Analisando tudo isso, encontramos uma alga que era endêmica daquela represa na sola do sapato, colocando-o diretamente na cena do crime”, explica Jeniffer.  


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (23), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (28), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.