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Ribeirão Preto recebe a terceira edição do Pint of Science


Fake news, terceirização, febre amarela, robótica e futebol. Você consegue encontrar um ponto comum entre esses assuntos? Pois saiba que eles serão alguns dos aperitivos que o Pint of Science, um festival internacional de divulgação científica, vai servir nos dias 14, 15 e 16 de maio, das 19h30 às 21h, em quatro bares de Ribeirão Preto.

O evento, que neste ano será realizado em 20 países e mais de 50 cidades brasileiras, propõe aproximar a população da ciência, levando pesquisadores para conversar sobre temas atuais em ambientes descontraídos, como bares e restaurantes. Em Ribeirão Preto, este já é o terceiro ano do festival.

A programação local inclui 12 debates que acontecem simultaneamente em quatro bares: Lund, Invicta, Cervejarium e Bar do Português. A entrada no evento é gratuita, e o público só paga o que consumir nos estabelecimentos durante os bate-papos. A recomendação é que os interessados cheguem com antecedência, já que não serão realizadas inscrições ou reserva de mesas.

A organização local do evento é feita pelo Centro de Terapia Celular da USP, Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias da USP. A programação completa e mais informações estão disponíveis no site http://pintofscience.com.br/events/ribeiraopreto.

De onde vem o Pint?

O festival começou em 2012, quando os pesquisadores do Imperial College London Michael Motskin e Praveen Paul organizaram um evento para que pacientes com Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla pudessem conhecer as pesquisas e os laboratórios em que os dois atuavam.

A ideia deu tão certo que os dois decidiram criar uma forma de tirar os pesquisadores de seus laboratórios e levá-los para conversar com o público. Surgia, assim, em maio de 2013, o Pint of Science.

No Brasil, o festival foi realizado pela primeira vez em 2015, em São Carlos (SP), pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. A iniciativa caiu no gosto do público e rapidamente se espalhou pelo País, sendo levada a sete cidades em 2016 e 22 em 2017.




Festival de divulgação científica ganha o país e deve atrair 50 mil pessoas

Cientistas de 56 cidades brasileiras se preparam para participar de um dos maiores eventos dedicados à divulgação da ciência no mundo: o Pint of Science. Nos dias 14, 15 e 16 de maio, eles vão se unir a pesquisadores de outros 20 países e deixarão as bancadas dos laboratórios para ocupar mesas de bares e conversar sobre suas pesquisas com a população. Apenas no Brasil, a expectativa é de que 50 mil pessoas de todas as regiões compareçam aos bate-papos.

O objetivo é criar um canal de comunicação direto entre os cientistas e a sociedade, explica Natalia Pasternak Taschner, coordenadora do festival no país: “As pessoas querem saber, têm sede de ciência, e os cientistas querem falar”. Durante o festival, os pesquisadores conversam com o público de forma descontraída, respondem perguntas e não há formalidades como inscrição ou emissão de certificados. Também não é preciso pagar entrada, apenas o que for consumido nos estabelecimentos que sediam o evento.

Esclarecer como a ciência funciona e mostrar a beleza existente em sua capacidade de investigar e explicar o mundo estão também entre as metas dos organizadores. “É um desafio ensinar conceitos em uma conversa no bar, mas, se conseguirmos encantar as pessoas, despertar sua curiosidade, elas buscarão o conhecimento. É esse encantamento que procuramos despertar no Pint of Science”, afirma a coordenadora.

Fórmula de sucesso

Realizado pela primeira vez no Brasil em 2015, quando foi trazido da Inglaterra pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o Pint of Science cresce a cada ano. Os 22 municípios da edição passada saltaram para mais de 50 e, com a entrada de cidades da região Norte, pela primeira vez o evento abrangerá todas as áreas do país.

“Para os municípios da região Norte, é interessante participar do Pint of Science porque podemos aumentar o intercâmbio e o fluxo de ideias, de troca de informações. Isso é fundamental para diminuir o preconceito com o trabalho de pesquisa que é realizado nessa parte do país e para ampliar a visibilidade dos nossos projetos”, afirma Adolfo Mota, professor da Universidade Federal do Amazonas que coordena o festival na região.

Além da coordenação nacional e regional, em cada um dos 56 municípios que participarão do festival há um coordenador local responsável pelo evento. A relação das cidades participantes já está disponível no site pintofscience.com.br e a programação em cada localidade poderá ser conferida a partir da segunda quinzena de abril.

(Com informações da Assessoria de Comunicação do Pint of Science)

IEA-RP participa do V Sintae

Três trabalhos desenvolvidos no Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) foram apresentados no V Seminário de Integração dos Técnicos Administrativos realizado entre os dias 2 e 6 de outubro no campus Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro. O evento reúne funcionários de diversas universidades públicas do país para trocar experiências sobre projetos e inciativas desenvolvidos em cada campus.

O Pint of Science e o Ciência com Pipoca, eventos de divulgação científica realizados em Ribeirão Preto pelo IEA-RP em parceria com o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) e com o Centro de Terapia Celular (CTC), foram temas de duas comunicações orais, realizadas nos dias 5 e 6. Os participantes que assistiram às apresentações mostraram-se bastante interessados e pretendem disseminar a ideia de promover eventos como esses nos campi das universidades em que trabalham.

Já o USP Analisa, programa produzido pelo IEA-RP e veiculado pela Rádio USP FM, foi tema de uma apresentação de pôster. O trabalho atraiu bastante a atenção dos visitantes da mostra, principalmente de técnicos da UFRJ, que estão implantando uma rádio universitária no campus e se interessaram pelo modelo do programa. 

"A presença do IEA-RP em eventos como o Sintae, de âmbito nacional, confirma que o planejamento e os projetos desenvolvidos pelo Polo estão alcançando os resultados almejados. O encontro possibilitou também o intercâmbio de ideias e o fomento de parcerias com outras instituições", afirma o analista de comunicação do IEA-RP João Henrique Rafael Júnior, que foi um dos representantes do Instituto no evento.

USP Analisa aborda pesquisas em neurociência

Campo de pesquisas que se propõe a desvendar os mistérios do cérebro humano, a neurociência será o tema desta semana no USP Analisa. O programa entrevista o docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Norberto Garcia Cairasco e o pesquisador da FMRP-USP Artur Fernandes.

Segundo Cairasco, embora o termo “neurociência” seja relativamente novo, as pesquisas nessa área começaram na Idade Média, com Leonardo Da Vinci. “Muitas explicações que existiam nessa área vinham dos gregos e tinham cunho sobrenatural. Da Vinci foi um dos mais importantes estudiosos do tema. Ele realizou um experimento em que utilizou cera derretida para preencher o cérebro de animais e mostrou como os ventrículos cerebrais estão organizados”, explica.

Mas o estudo dessa ciência vai além da anatomia do cérebro e do encéfalo. “Dentro dessa grande área, a gente estuda o comportamento normal e patológico. Por exemplo, comportamentos entre mãe e filhos, relações interpessoais, hábitos, pessoas que têm tique. Todas as nossas ações refletem comportamentos, sentidos, sensações e emoções. Também estudamos o controle que o sistema nervoso exerce sobre outros sistemas. O cérebro não existe sem o coração ou o pulmão. Esses sistemas interagem entre si e modificam o comportamento do indivíduo”, afirma Fernandes.

Os pesquisadores também abordam a importância da divulgação científica para ampliar o conhecimento sobre neurociência ao público em geral e destacam algumas das iniciativas realizadas em parceria com o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e o Instituto de Neurociências e Comportamento (INeC), como a Semana do Cérebro

“A ideia é justamente explicitar para as pessoas, sobretudo fora dos muros da universidade, o que é o sistema nervoso, o que é o cérebro, como ele funciona, como ele deixa de funcionar nas doenças e a importância da nossa atitude diária prevendo situações futuras”, diz Cairasco.

“A divulgação científica é fundamental porque se a gente não se faz ver, não consegue apoio da sociedade para pleitear mudanças e melhorias nesse campo. Acreditamos que a ciência e a educação são áreas fundamentais para o desenvolvimento do País. Eventos como a Semana do Cérebro têm justamente a intenção de desmistificar a ciência e mostrar que ela também pode ser feita em um contexto de socialização”, afirma Fernandes.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (25), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (30), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Sucesso do Pint of Science comprova interesse da população pela ciência

Mesas lotadas, copos cheios, olhares curiosos e um silêncio pouco comum em bares, mas típico de quem está profundamente interessado em um assunto. Esse foi o cenário predominante nos três dias do Pint of Science. O festival, que promoveu a divulgação científica em 11 países e 22 cidades brasileiras, foi realizado entre 15 e 17 de maio e registrou um público de aproximadamente 22 mil pessoas no Brasil. Em Ribeirão Preto, levou mais de mil pessoas tiveram a oportunidade de interagir com pesquisadores de diversas áreas em um ambiente bem diferente dos balcões de laboratórios e das salas de aula. Na cidade, o evento é organizado pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP, pelo Centro de Pesquisas em DoençasInflamatórias (CRID) e pelo Centro de Terapia Celular (CTC).

A programação envolveu um cardápio variado de temas, desde o trabalho de peritos forenses, passando por comportamentos corruptos e pelos mistérios da consciência, até a Teoria Geral da Relatividade. Ao todo, cerca de 1120 pessoas estiveram presentes nos quatro bares que participaram do festival: Cervejarium, Galeria Artebar, Invicta e Lund.

“O sucesso da segunda edição do Pint of Science em Ribeirão Preto comprova o interesse da população pela ciência e a curiosidade em aprender sobre os mais diferentes assuntos. Este ano, a organização local conseguiu reunir uma variedade interessante de temas. As conversas foram mais abrangentes, passando pela física, química, neurociências, política, arquitetura e saúde. O evento também ganhou mais um bar sede, o Galeria Artebar, aumentando de três para quatro estabelecimentos. Com isso, ampliamos as mesas de debate de nove para 12 e proporcionamos um maior conforto para o público. Esperamos que o evento siga crescendo com as parcerias dos bares, das instituições de ensino e principalmente a participação dos ribeirão-pretanos e moradores da região”, afirma o coordenador local do Pint, Eduardo Loria Vidal.

Para os pesquisadores, o festival é uma boa oportunidade de mostrar ao público a importância do que é produzido entre os muros das universidades. O psicólogo, pesquisador e professor Vinícius Ferreira Borges, que está em seu segundo ano de participação, destaca o desafio de lidar, em um mesmo local, com pessoas que se relacionam de formas diferentes com a ciência, como observadores, consumidores, produtores e divulgadores de conhecimentos científicos.

“Estar no ‘palco’ do Pint of Science é uma experiência única, que testa ao limite a capacidade de comunicação do palestrante. O público é variado, incluindo pessoas da comunidade acadêmica e não acadêmica. Logo, é necessário que o discurso científico seja compreensível a todos, evitando, porém, a superficialidade. Vale notar também que o ambiente do bar está em constante mudança e movimento, sendo praticamente incontrolável. Por fim, e talvez o mais importante, tem-se um feedback imediato do público. De certa forma, é possível inferir sobre o grau de atenção e interesse das pessoas presentes com base no ‘volume do bar’ e nos questionamentos suscitados. Um ambiente relativamente silencioso durante a exposição e uma boa discussão gerada ao final podem ser indicadores valiosos do sucesso da palestra e do evento”, diz Borges.

Além de promover uma descontraída interação entre cientistas e o público em geral, o Pint of Science tem outra função de destaque dentro do contexto político e econômico atual: chamar a atenção para a importância dos investimentos em ciência em uma sociedade que é a principal financiadora desse trabalho por meio de impostos, mas que pouco compreende como isso produz benefícios para ela mesma.

“Ao final de cada bate-papo no bar, não há nada mais gratificante do que notar que o público entendeu o valor da ciência e que, sem ciência e tecnologia, não existe desenvolvimento, não existe saúde, não existe educação. O valor da contribuição que um festival desse porte pode propiciar ao Brasil no atual momento que a ciência brasileira vive é outro aspecto que deve ser ressaltado. O cenário é de cortes violentos no orçamento, fusão do Ministério e redução de bolsas de pós-graduação. Essa desvalorização da ciência é um reflexo da falta de comunicação entre a academia, a sociedade e a classe política”, afirma a coordenadora nacional do festival, Natália Pasternak Taschner.

Cenário de crescimento

Realizado no Brasil desde 2015, o Pint of Science vem crescendo a cada ano e a versão brasileira tem ganhado destaque entre os demais países. “A página brasileira do festival no Facebook já é a maior entre os países que promovem o Pint. Atualmente, temos 16 mil curtidas e as publicações da edição 2017 foram visualizadas por um milhão de pessoas”, afirma o coordenador de mídias digitais João Henrique Rafael Junior.


Em 2018, a tendência é que o Pint of Science tenha um crescimento ainda maior. Segundo os organizadores, o evento deve chegar a mais 50 cidades, além das participantes deste ano, e atingir as cinco regiões brasileiras.

Divulgação científica enfrenta falta de incentivo financeiro e institucional

Quando se fala em divulgação científica, o incentivo para que ela se torne uma cultura no Brasil deve ir além da questão financeira. Esse foi um dos principais focos da discussão realizada durante o evento Difusão científica na prática: projetos e possibilidades, realizado no último dia 17 pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Segundo a coordenadora do festival de divulgação científica Pint of Science Brasil Natália Pasternak Taschner e o docente do Instituto de Física da USP Mikyia Muramatsu, que participaram como palestrantes no evento, a própria universidade deve quebrar seus preconceitos e se envolver mais intensamente na difusão de pesquisas científicas à sociedade.

“Fazer divulgação científica hoje é algo voluntário. Não existe retorno financeiro e nem incentivo ou reconhecimento dentro da universidade. Enquanto não existirem políticas públicas e institucionais de fomento, isso vai ser feito apenas por quem realmente gosta e está disposto a sacrificar seu tempo livre. Tem alunos de pós-graduação que se interessam, que gostam de fazer divulgação científica. E se isso valesse crédito na pós? É preciso criar situações propícias, pois dificilmente um aluno de doutorado vai parar suas pesquisas para fazer divulgação”, diz Natália.

“A academia precisa também fazer uma autocrítica. Vejo no instituto poucos professores que se dispõem a atender a imprensa, pois acreditam que os jornalistas deturpam tudo o que eles dizem. Às vezes o jornalista pede algo estrambólico, sobre o fenômeno de uma santa que aparece em um vitral ou uma pulseira holográfica usada por uma celebridade. Mas é a ciência que está falando, a USP. Por isso ele precisa colaborar”, afirma Muramatsu.

Os palestrantes destacaram ainda a importância de se estimular iniciativas que promovam divulgação da ciência, considerando os cortes realizados recentemente pelo governo no orçamento que podem prejudicar o futuro das pesquisas – e da própria sociedade – no Brasil.

“Ninguém é obrigado a fazer divulgação científica, mas essa postura gera uma certa vulnerabilidade para o próprio pesquisador, e é exatamente isso que estamos sentindo atualmente. Daí vemos um corte de 44% no orçamento do ministério porque ninguém entende o real valor da ciência e da tecnologia para a sociedade”, lembra Natália.

Muramatsu reforçou também a necessidade de se investir no ensino de ciências, ação que ele busca por meio do projeto Arte e Ciência no Parque, que já foi levado a 100 mil pessoas em parques e escolas de ensino fundamental e médio de São Paulo. “A educação científica ajuda a melhorar o exercício da cidadania. Um cidadão bem formado vai saber votar melhor. Além disso, a ciência proporciona inclusão social. No Brasil, apenas 1% da população frequenta museus de ciência. Na Europa, esse percentual é de 25%. Faltam museus, falta pesquisa mostrando a interação entre o ensino formal e o informal [realizado em museus e espaços fora das escolas] e faltam laboratórios nas escolas. De acordo com o INEP, somente 20% das escolas têm laboratórios de ciências. Não é à toa que temos um resultado tão ruim no PISA [em português, Programa Internacional de Avaliação de Alunos]”.

Coordenadora do Pint of Science, um festival internacional de divulgação científica que é realizado simultaneamente em 11 países durante três noites, Natália também tem outras iniciativas de divulgação científica, como o blog Café na Bancada, uma coluna em uma revista de saúde e um projeto que leva atividades sobre ciências a escolas particulares de São Paulo. Mas, para ela, o Pint of Science foi a que teve maior sucesso.


“Foi algo inesperado, não imaginávamos que ia dar tão certo. Em 2015 foram sete cidades, este ano são 22 e eu já tenho uma lista de 30 para 2018. Os bares lotaram em todas as noites, o que mostra que o cientista quer falar e a população quer ouvir. Acredito que deu certo porque você consegue transformar a ciência em uma conversa de bar, um programa para fazer com o namorado, a família. E tem um impacto positivo, porque ainda que seja um programa pontual, quem esteve ali vai começar a olhar a ciência de forma diferente”, afirma.

Difusão científica na prática: projetos e possibilidades

Data: 17/04 (segunda-feira) às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP)

O Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), realizará no dia 17 de abril, às 15h, a conferência "Difusão científica na prática: projetos e possibilidades". A atividade ocorrerá no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação da USP Ribeirão Preto (CeTI-RP).

Os palestrantes serão o docente do Instituto de Física da USP Mikiya Muramatsu e a coordenadora do Pint of Science no Brasil Natália Pasternak Taschner.

Abrindo a conferência, Muramatsu, vai abordar a evolução histórica, os desafios e as perspectivas da divulgação científica nos cenários nacional e internacional, utilizando como exemplo o projeto Arte e Ciência no Parque, desenvolvido pelo IF-USP em parques e escolas públicas.

Em seguida, Natália fará a apresentação "A ciência fora dos muros da Universidade", debatendo a importância da divulgação científica de qualidade e também como levar a ciência para fora dos muros da universidade, conceito aplicado no Pint of Science, festival internacional que tem como objetivo promover debates científicos em ambientes descontraídos, como cafés, restaurantes e bares.


Mikiya Muramatsu:  Concluiu o doutorado em Física pela Universidade de São Paulo em 1987. Atualmente é Professor Associado Sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Ministrou diversos cursos de extensão e cultura. Atua na área de Física, com ênfase em Metrologia utilizando técnicas ópticas,principalmente holografia interferométrica e speckle. Promove eventos de divulgação científica em escolas públicas e espaços não-formais.

Natália Pasternak Taschner: Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (2001) e doutorado em Ciências Biológicas (Microbiologia) pela Universidade de São Paulo (2006). Concluiu dois pós doutorados no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (2009 e 2013), na área de genética bacteriana. Participou de vários cursos de graduação e de pós-graduação como professora convidada e como professora responsável.










Vídeo:


Um festival de divulgação científica sem fronteiras

Divulgar a ciência para o público em geral é o fio condutor de uma iniciativa que vai unir Brasil, Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, Espanha, França, Irlanda, Itália e Reino Unido. Mais de cem cidades espalhadas por esses países realizarão simultaneamente, nos dias 15, 16 e 17 de maio, um dos maiores festivais de divulgação científica do mundo: o Pint of Science.

Em Ribeirão Preto, a coordenação das atividades está sendo feita por representantes do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e de dois Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) mantidos pela Fapesp: Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) e Centro de Terapia Celular (CTC). O IEA Polo Ribeirão também é o responsável nacional pelas mídias digitais.

O evento pode ser comparado a um grande festival de música, em que os artistas se apresentam simultaneamente em vários palcos a cada noite. Só que, nesse caso, em vez de artistas, há pesquisadores conversando com o público e esclarecendo dúvidas em restaurantes, cafés e bares. No lugar da música, a melodia que será ouvida nesses palcos está relacionada a biologia, computação, engenharia, estatística, filosofia, física, história, matemática, química, sociologia e muito mais.

“A ciência brasileira enfrenta uma de suas maiores crises de financiamento e credibilidade. Por isso, divulgá-la nunca foi tão importante e tão urgente quanto agora. Nosso objetivo é mostrar que, sem ciência, tecnologia e inovação, não existe desenvolvimento”, explica a coordenadora nacional da iniciativa, Natalia Pasternak, que é doutora em genética molecular pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Este ano, o festival alcançará 22 cidades em todo o Brasil. Em São Paulo, serão dez municípios: Araraquara, Botucatu, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Caetano do Sul, São Paulo, São Carlos e Sorocaba. Além deles, outros 12 em diferentes Estados participarão do festival: Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Brasília (DF), Curitiba (PR), Dourados (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Teresina (PI).

O evento é gratuito no Brasil e as pessoas só pagarão o que consumirem nos locais em que acontecerão os bate-papos científicos. A programação completa dos bate-papos estará disponível no site do evento a partir do dia 27 de março.

(Com informações da Assessoria de Comunicação do Pint of Science Brasil)

Pint of Science 2016

Data: 23, 24 e 25 de maio, às 19h30
Local: Cervejarias Invicta, Cervejarium e Lund
Evento gratuito, sem necessidade de inscrição


Entre os dias 23 e 25 de maio, a partir das 19h30, ocorrerá em Ribeirão Preto a quarta edição do festival internacional de divulgação científica Pint of Science, que será realizado em doze países e em mais de 100 cidades.

O festival visa facilitar a popularização do conhecimento científico por meio de debates realizados fora do ambiente acadêmico, em locais como bares e restaurantes, sendo que os temas e as apresentações priorizam uma linguagem mais acessível e informal.

No Brasil são sete cidades participantes, entre elas Ribeirão Preto, que debaterá temas como exercícios físicos e saúde, neurociência e artes, simulação de cérebros no computador, potencial terapêutico de determinadas drogas, e a relação entre genética e câncer. As atividades acontecerão simultaneamente em três cervejarias, a Invicta, o Cervejarium e a Lund.

A programação completa e mais informações sobre o Pint of Science no Brasil podem ser acessadas no site www.pintofscience.com.br, por telefone 3315-0368, (16) 9971-66078 ou por e-mail jhenrique@usp.br.

A realização em Ribeirão Preto é do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (CRID), Centro de Terapia Celular (CTC) e conta com o apoio da FAPESP, Neuromat, Rádio USP Ribeirão Preto e Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, e o patrocínio nacional da Elsevier.

Escrita de artigos científicos de alto impacto: estrutura e linguagem

Data: 17/04 às 14h30
Local: Auditório da Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto (FDRP-USP)
Fotos: Clique aqui



O Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto, realizará no dia 17 de abril, às 14h30, a palestra "Escrita de artigos científicos de alto impacto: estrutura e linguagem". 

O evento ocorrerá no Auditório da Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto (FDRP-USP) e o palestrante será o Prof. Valtencir Zucolotto, docente do Instituto de Física da USP São Carlos.

A palestra abordará vários tópicos relevantes em escrita científica, como a importância e os tipos de divulgação científica, as principais características deste tipo de linguagem, e também as fases e o processo de editoração.

Neste contexto, o professor Zucolotto utilizará modelos para exemplificar e identificar as principais seções do artigo científico, discorrerá brevemente sobre Estilo e Linguagem e  focalizará na dinâmica do processo editorial, com estratégias para minimizar a rejeição imediata de manuscritos.

Prof. Dr. Valtencir Zucolotto:
Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Possui graduação em Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (1997), mestrado em Ciência e Engenharia dos Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (1999) e doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade de São Paulo (2003). Estágio na University of Massachusetts at Lowell, USA (2000-2001). Atualmente é Professor Doutor no Instituto de Física de São Carlos - IFSC da Universidade de São Paulo (USP).

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