Mostrando postagens com marcador usp analisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador usp analisa. Mostrar todas as postagens

Avanço do câncer de pele é tema do USP Analisa

Quase um terço de todos os tumores malignos registrados no Brasil estão relacionados ao câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 180 mil novos casos da doença são relatados por ano no País. Para falar sobre o avanço, as causas e a prevenção desse tipo de câncer, o USP Analisa desta semana traz o professor da Faculdade de Medicina da USP Roger Chammas. 
Segundo o docente, a alta incidência do problema tem relação com a própria composição da população brasileira. “O Brasil é um país de imigrantes. Na realidade, temos grande número de italianos e alemães que vieram para o Brasil, indivíduos cujas famílias foram selecionadas ao longo de milênios para um regime de radiação muito mais baixo do que aquele que a gente tem aqui no Brasil. À medida que essas pessoas de pele mais clara começam a se expor a um regime de radiação solar mais intenso, começa a haver problemas com o aparecimento de lesões como os cânceres”, conta. 
Ele explica ainda que o melanoma cutâneo, um tipo bastante agressivo de câncer de pele, está relacionado a uma célula que desenvolvemos ainda na fase embrionária: o melanócito. “Essa célula foi programada na embriogênese para sair do tubo neural e ir para o corpo todo, por isso tem um potencial migratório muito grande. Durante o processo de formação do câncer, as células vão perdendo suas barreiras e recapitulando o que sempre fizeram do ponto de vista embriológico. Tanto o melanócito quanto o melanoma têm a capacidade de migrar. E essa migração implica na capacidade de invadir tecidos e sobreviver neles. É isso que caracteriza a agressividade de qualquer câncer”, diz Chammas. 
A entrevista vai ao ar na Rádio USP em três horários: sexta (26) às 11h30 (somente para Ribeirão Preto), quarta (31) às 21h e domingo (4) às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa discute possibilidades da tecnologia na educação


A tecnologia pode ser uma grande aliada na aprendizagem e até mesmo no incentivo à leitura. As possibilidades que ela oferece nesses segmentos estão chamando a atenção de várias startups, tanto que, segundo a Associação Brasileira de Startups, o setor educacional é o que mais atrai o interesse dessas empresas. Para discutir esse assunto, o USP Analisa desta semana conversa com o profissional de tecnologia e mídia digital Jean Rafael Tomceac, a fundadora da publicadora de livros digitais StoryMax Samira Almeida e o ex-gestor de educação e difusão do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) Juan Azevedo.

Para eles, a tecnologia deve ser tratada como um instrumento de apoio à educação, sem a crença de que ela possa resolver todos os problemas. Os educadores também precisam de formação constante e atuar como tutores junto aos estudantes. “A gente tem a sensação de que as crianças sabem usar os dispositivos, mas não é verdade. Elas estão imitando as outras pessoas que elas veem. São vocês [professores] que devem saber usar e ensinar a elas como escolher um bom conteúdo na internet, como evitar fake news”, diz Samira.

“Não é só formação constante de professores. A gente sabe que você não consegue estudar tudo o que precisa. Você precisa estar preparado para a atualização [dos aplicativos e dispositivos]. A única solução é: use todos os dias, tente se manter informado. A partir do momento em que você acessa todos os dias, isso passa a fazer parte da tua rotina. O letramento digital que a tecnologia propõe, você vai incorporar sem perceber”, afirma Jean.

Os entrevistados falam ainda sobre o desenvolvimento do livro interativo digital O Mistério do Sr. Gratus, desenvolvido pelo CRID e pela StoryMax em parceria com o IEA-RP. O programa vai ao ar na Rádio USP em três horários: sexta (19) às 11h30 (somente para Ribeirão Preto), quarta (24) às 21h e domingo (28) às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.


USP Analisa debate autonomia universitária


Publicado em 1989, o Decreto 29.598 deu autonomia às universidades públicas paulistas sobre as áreas didático-pedagógica, administrativa e de gestão financeira. Trinta anos depois, o tema ainda suscita debates não apenas na comunidade universitária, mas na sociedade como um todo. Para discutir esse assunto, o USP Analisa desta semana traz José Roberto Drugowich e Paulo de Tarso Artencio Muzy, autores do livro Os Desafios da Autonomia Universitária – História Recente da USP, que conta os bastidores da publicação desse decreto e faz uma análise da autonomia universitária e da gestão na USP.



Eles destacam que o decreto possibilitou o fim de entraves a diversas atividades das universidades. “As universidades viviam até aquele momento da mesma forma que as secretarias: eram autarquias especiais, porém não tinham orçamento maleável, era um orçamento autorizado pela Assembleia. Durante o ano, qualquer mudança, variação, projeto novo, investimento precisava de autorização do governo. Então era uma negociação feita caso a caso, que exigia dos reitores um trabalho bastante complicado”, explica Drugowich.



Muzy lembra ainda que embora possa representar a possibilidade de obter novas fontes de financiamento para a universidade, a autonomia não deve ser discutida somente sob o ponto de vista financeiro. “O que a autonomia oferece é a capacidade da universidade se relacionar diferentemente com a sociedade, os setores produtivos e o governo para, por exemplo, encontrar fontes novas de financiamento. Isso é perfeitamente possível hoje. Essas medidas têm que ser olhadas num outro contexto, o contexto de uma gestão autônoma. E aí sim eu digo que isso é um desafio para a universidade”, diz.



O programa vai ao ar na Rádio USP em três horários: sexta (5) às 11h30 (somente para Ribeirão Preto), quarta (10) às 21h e domingo (14) às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Suicídio e suas causas são tema do USP Analisa


Falar sobre suicídio foi considerado um tabu durante muito tempo. Atualmente, com o crescimento das mortes entre jovens em decorrência desse problema, o tema passou a ser mais abordado como forma de prevenção. Para discutir esse assunto, o USP Analisa desta semana recebe a professora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP Kelly Graziani Giacchero Vedana.

Ela explica que o suicídio tem múltiplas causas, tanto entre adultos quanto jovens. Enquanto transtornos mentais, histórico de violência e doenças incuráveis são desencadeadores do problema na população em geral, fatores como bullying, impulsividade e dificuldade de lidar com as próprias emoções aparecem entre as faixas etárias menores. “O sofrimento não tem cara e quando a gente olha para um adolescente cheio de vida, bonito, com várias características que muitas vezes não revelam esse sofrimento, a identificação fica mais difícil“, afirma a docente.

Além da prevenção, ela destaca a necessidade de suporte às famílias que perderam um ente em virtude de suicídio. “Na nossa sociedade, hoje, temos uma grande dificuldade de lidar com assuntos que envolvem a morte, o suicídio e o luto relacionado ao suicídio. Ele ainda é mais complexo que outras formas de luto. A pessoa que perde alguém está diante de dois tabus: a morte e o suicídio. Às vezes, as outras pessoas próximas se afastam um pouco por não saberem como lidar. Essa pessoa precisa ser apoiada, porque a tendência é que a dor dela se torne, sim, mais suportável, que ela consiga ressignificar, lidar com aquela experiência e seguir em frente”.

O programa vai ao ar na Rádio USP em três horários: sexta (28) às 11h30 (somente para Ribeirão Preto), quarta (3) às 21h e domingo (7) às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa encerra série sobre regiões metropolitanas


Ao longo de seis semanas, o USP Analisa discutiu o funcionamento e a importância das regiões metropolitanas. No último programa da série, o docente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP Erasmo José Gomes faz um balanço sobre as entrevistas e os temas analisados.



“O fundamento das regiões metropolitanas é de um processo de racionalização e otimização de políticas públicas, de uma visão ampliada na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas e na gestão da região metropolitana e dos municípios. Então a ideia é de sinergia, de se trabalhar de uma maneira mais coletiva, de se conseguir ver o todo de uma região, a sociedade que vive nessa região, e não os municípios de uma maneira fragmentada, isolada, cada um defendendo seu interesse particular”, afirma ele.



Para o professor, nenhuma região metropolitana está totalmente consolidada, pois há sempre oportunidades de melhoria em seus instrumentos de governança. “Acredito que, de maneira geral, os maiores desafios das regiões metropolitanas sejam no aprendizado e na atuação coletiva e conjunta dos municípios e, por consequência, nos mecanismos de coordenação e governança. Não menos importante acredito que seja a construção de uma identidade metropolitana, do que pode se chamar de cidadão metropolitano. Essa sensação de pertencimento a uma região, a uma cultura, a uma história conjunta facilita o entendimento de problemas e de pensar a região como um todo e não no seu município, no seu bairro, num problema muito pontual que esteja enfrentando. É um pouco aquela máxima: pensar localmente e agir globalmente”, diz.



O programa vai ao ar na Rádio USP em três horários: sexta (21) às 11h30 (somente para Ribeirão Preto), quarta (26) às 21h e domingo (30) às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Parlamento representa população na região metropolitana


Assim como um município, a região metropolitana também tem um conjunto de vereadores para discutir assuntos relevantes e levar propostas ao poder executivo. Trata-se do parlamento metropolitano, que será o tema do quinto episódio da série especial do USP Analisa sobre regiões metropolitanas.

O vice-presidente do Parlamento Metropolitano da região de Ribeirão Preto e vereador de Tambaú Luiz Fernando Viana Neves explica que esse instrumento é uma forma de representar as demandas da população e também de troca de experiências entre os vereadores. “Sabemos que pensar dentro da nossa cidade é uma coisa, eu consigo ver o que os meus olhos me permitem ali. Agora pensar macro, pensar região metropolitana, é como se estivéssemos olhando de cima, nós ganhamos olhos de águia, começamos a ver o macro. E vendo o macro, a nossa percepção e a nossa ação, posteriormente, são muito melhores”.

Embora a Região Metropolitana de Ribeirão Preto tenha 34 municípios, no parlamento estão representados ainda outros dois, Taquaritinga e Catanduva. “O parlamento comporta mais vereadores, mais câmaras, uma vez que, como ele não tem poder de execução, isso não vai impactar no orçamento da região metropolitana, então cabe sim a abertura. O ganho, é sem dúvida, recíproco: ganham essas duas cidades, que estão levando as boas ideias, boas experiências, e ganha também o parlamento, que vai ter de fora um novo olhar”, explica Neves.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (14), a partir das 11h30, com reapresentação na quarta (19), às 21h, e no domingo (23), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Região Metropolitana de Ribeirão é tema do USP Analisa


Fazer parte de uma região metropolitana proporciona aos cidadãos de cada município benefícios muito mais amplos do que a simples extinção do uso do DDD em ligações interurbanas. Para abordar esse assunto e esclarecer a população, o USP Analisa está exibindo uma série especial em seis programas. Nesta semana, o prefeito de Ribeirão Preto e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Ribeirão Preto Duarte Nogueira explica as principais ações desenvolvidas atualmente para melhorar a vida da população local.

Segundo ele, o Conselho de Desenvolvimento, órgão responsável por analisar e encaminhar propostas para a região, tem como desafio quatro temas fundamentais: saúde pública, mobilidade urbana, segurança e destinação dos resíduos sólidos. 

“Temos que pensar como conter os problemas nesses e em outros sistemas para que possamos recuperar ou incrementar a qualidade de vida do conjunto da população, principalmente diminuindo as distâncias sociais entre aqueles que têm mais acesso a serviços públicos ou privados e aqueles que têm menos acesso”, afirma ele.

Com o início do horário eleitoral gratuito, os horários do USP Analisa vão mudar temporariamente. O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (31), a partir das 11h30, com reapresentação na quarta (5), às 21h, e no domingo (9), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Ações do governo federal em regiões metropolitanas são tema do USP Analisa


A criação e a gestão de uma região metropolitana envolvem não apenas as prefeituras das cidades que a compõem, mas também órgãos dos governos estadual e federal. Nesta semana, a série especial do USP Analisa sobre regiões metropolitanas entrevista a diretora do Departamento de Planejamento e Gestão Urbana da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano do Ministério das Cidades Diana Meirelles da Motta, que vai explicar de que forma o governo federal participa dessas ações.

Ela vai abordar também as orientações previstas na Constituição de 1988 e no Estatuto da Metrópole, aprovado em 2015. “O Estatuto da Metrópole instituiu a governança interfederativa [governança compartilhada entre estados e municípios], mas há uma série de questões que devem ser ainda elucidadas. Por exemplo, de que forma vão operar nessa governança as funções públicas de interesse comum, como a mobilidade urbana e o saneamento básico. O Estatuto traz uma série de conceitos que no nosso entendimento também precisariam ser ajustados e aperfeiçoados. É preciso destacar que no Brasil hoje existem 83 regiões metropolitanas instituídas pelos estados. Nem todas essas regiões metropolitanas constituem, de fato, atributos de metrópole”, explica.

Diana destaca ainda a diversidade de perfis entre os municípios que compõem as regiões metropolitanas brasileiras e as contribuições que a região de Ribeirão Preto pode oferecer às demais. Nós temos municípios brasileiros, especialmente da região Nordeste que carecem de um reforço da sua capacidade de gestão, fiscal e de investimentos. Também temos regiões metropolitanas do Sudeste que têm uma capacidade muito maior, inclusive de compartilhar com outras regiões, outros municípios. Então nós acreditamos que a Região Metropolitana de Ribeirão Preto, por ser uma das mais novas do Brasil, tem de fato a capacidade, por estar no Estado de São Paulo, de promover inovação na governança metropolitana”.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (24), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (29), às 21h, e no domingo (2), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa discute papel da Emplasa nas regiões metropolitanas


O USP Analisa está apresentando uma série especial sobre a importância das regiões metropolitanas e o que o fato de integrá-las muda na vida dos cidadãos. No programa desta semana, o entrevistado é o presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) Luiz José Pedretti.

Ele vai falar sobre as razões pelas quais essas regiões são criadas, que estão ligadas à redução da desigualdade social e à promoção do bem-estar dos cidadãos. “O objetivo da criação dessas unidades regionais é que nós nos debrucemos sobre problemas que afligem a população em busca de soluções conjuntas diante de um compartilhamento de ações e de integração de políticas públicas municipais e estaduais. Então o que se objetiva futuramente na região metropolitana de Ribeirão Preto é que a sociedade tenha uma melhor qualidade de vida, por ocasião da resolução ou enfrentamento dos problemas que nós consideramos regionais”, explica.

Pedretti comenta ainda sobre o papel da empresa na formação das regiões metropolitanas. “Ela começa como agência da Região Metropolitana de São Paulo e a partir do momento em que o governo do Estado resolve instituir novas regiões metropolitanas, coube à Emplasa a realização de todos os estudos técnicos e jurídicos para que possamos configurar, dentro da legislação vigente, aqueles municípios que podem ser transformados em região metropolitana ou aglomeração urbana”.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (17), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (22), às 21h, e no domingo (26), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.


Série especial discute importância das regiões metropolitanas


Ribeirão Preto e São Paulo integram duas das maiores regiões metropolitanas do País. Mas, na prática, o que o fato de fazer parte de uma região metropolitana muda na vida do cidadão? Para responder a essa pergunta, o USP Analisa inicia hoje uma série de seis programas, com entrevistados nos níveis federal, estadual, regional e municipal. A iniciativa tem a parceria da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP e conta com a participação, em estúdio, do docente Erasmo José Gomes.

No primeiro programa, o subsecretário de Assuntos Metropolitanos do Estado de São Paulo, Edmur Mesquita explica como funcionam as regiões metropolitanas e o processo de implantação delas no Estado de São Paulo. Segundo ele, a forma como essas regiões são previstas na Constituição permite pensar o planejamento e produzir soluções em diversas áreas.

“As grandes experiências que ocorrem hoje no mundo, especialmente na Europa com as regiões metropolitanas e nos Estados Unidos com os condados, são semelhantes ao que está sendo desenvolvido hoje no Estado de São Paulo”, diz ele.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (10), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (15), às 21h, e no domingo (19), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa reapresenta discussão sobre literatura

Durante o mês de julho, o USP Analisa vai reapresentar os principais programas exibidos durante o primeiro semestre de 2018. Nesta sexta (5), a discussão gira em torno dos hábitos de leitura do brasileiro e o impacto positivo que o acesso ao universo da literatura traz à vida dos cidadãos. As entrevistadas são a presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e a docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Elaine Assolini.

Elas debatem ainda as dificuldades de interpretação de mundo e também de comunicação apresentadas por pessoas que têm pouco contato com os livros independentemente da escolarização, além da transformação dos ambientes das bibliotecas, que hoje apresentam uma integração maior com a internet.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (5), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (11), às 21h, e no domingo (15), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa discute os impactos sociais do esporte

Qual o papel do esporte na formação de crianças e adolescentes? Ele realmente tem um impacto positivo na vida deles? Para discutir essas questões, o USP Analisa desta semana traz o docente da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da USP Renato Francisco Rodrigues Marques.

Segundo ele, tanto a educação física nas escolas quanto o esporte em geral podem trazer benefícios, mas é preciso fazer uma reflexão sobre como eles estão sendo oferecidos. “A educação física e o esporte vão contribuir sendo um espaço de socialização entre os alunos onde, ao mesmo tempo em que estão sujeitos a esse sentido da prática, eles também contribuem para essa prática se modificar. O professor ou quem direciona o sentido da prática tem um papel determinante aí em direcionar como o esporte vai educar ou para que tipo de valores aquela atividade vai privilegiar que os alunos tenham mais contato para aprender”, explica.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (29), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (4), às 21h, e no domingo (8), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Inovação no setor da saúde é tema do USP Analisa


Dados do IBGE mostram que o setor da saúde é responsável por 9,1% do PIB nacional e ainda gera em torno de 6,5 milhões de empregos, grande parte deles envolvendo mão-de-obra qualificada. Investir em inovação nesta área é fundamental não apenas para alavancar a economia, mas principalmente pelo impacto social que isso traz. Para falar sobre esse tema, o USP Analisa desta semana traz o vice-presidente de para a área de Gestão e Desenvolvimento Institucional Mário Santos Moreira e o coordenador de prospecção Carlos Grabois Gadelha, ambos ligados à Fundação Oswaldo Cruz.

Dentro da perspectiva da inovação, eles vão discutir a importância do complexo econômico-industrial da saúde, que reúne segmentos industriais de bases química e biotecnológica (indústria farmacêutica, vacinas, hemoderivados e reagentes para diagnóstico); mecânica, eletrônica e de materiais (equipamentos e materiais médicos); e o segmento de serviços, ou seja, a mão-de-obra hospitalar, laboratorial e de serviços de diagnóstico e tratamento.

O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (22), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (27), às 21h, e no domingo (1º), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Controle sanitário de alimentos é tema do USP Analisa

Boa parte da população brasileira desconhece como é feito o controle sanitário de alimentos no País, um processo importante para garantir a qualidade do que está chegando à mesa das pessoas e também a saúde pública. O tema ganhou visibilidade no ano passado, com a Operação Carne Fraca, que expôs um esquema de corrupção envolvendo fiscais sanitários e empresas do setor de carne, e mais recentemente com a Operação Trapaça, que apontou fraudes em laudos sobre presença de salmonella em alimentos para exportação. Para falar sobre esse tema, o USP Analisa desta semana traz o professor Eduardo Saad Diniz e as doutorandas Victória Vitti de Laurentiz e Sofia Bertollini Martinelli, todos da faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP.
Eles explicam que esse controle é feito de forma compartilhada por três órgãos: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Na verdade, existe hoje uma grande crítica à forma como esse modelo se estabelece. Há uma desarticulação entre esses órgãos, uma falta de transparência que muitas vezes conduz a uma baixa efetividade na regulação de alimentos em matéria sanitária”, diz Victória. “Há também a questão de sobreposição de normas, porque muitas vezes esses órgãos editam normativas sobre os mesmos temas”, complementa Sofia.
Segundo eles, as operações Carne Fraca e Trapaça não alteraram o padrão de consumo de alimentos e nem mesmo trouxeram uma preocupação permanente em relação à segurança dos produtos que são consumidos, mas em comparação com outras operações mudaram a reflexão sobre o dano causado. “A gente tem na Lava Jato uma vitimização invisível. Você não se sente vítima dela, porém é cotidianamente vitimizado por ela. No rompimento da barragem da Samarco em Mariana, a vitimização é difusa, há distintas possibilidades de dano postas ali vitimizando as pessoas, o dano social, econômico e até custos morais e sociais. A grande novidade da Operação Carne Fraca é que o dano é concreto, está no seu prato de comida e essa é a grande oportunidade que a gente tem de resgatar o sentido da crítica à organização social do alimento no Brasil”, diz Diniz.
O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (15), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (20), às 21h, e no domingo (24), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Big Data gera valorização da estatística


Uma ciência que não vive somente de cálculos, mas ajuda a transformar dados em informações que podem ser aplicadas em diversas situações. Essa é a estatística, profissão cada vez mais valorizada pelo mercado e requisitada em diversos setores. Para falar sobre essa área do conhecimento e sua importância, o USP Analisa desta semana traz o docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP Francisco Louzada Neto.

Ele explica que os estatísticos têm sido valorizados em virtude do Big Data, uma grande massa de dados disponível atualmente gerada por processos como transações on-line, posts em mídias sociais e sinais de GPS de celulares, entre outros. “Nesse novo mundo onde a ordem de grandeza dos conjuntos de dados é imensa, a estatística tem papel fundamental para promover a utilização de metodologias eficazes que possam ser usadas para reverter dados em conhecimento útil para tomada de decisão. Isso tanto para uso pessoal quanto para uso profissional também”.

Segundo Louzada, a aplicação da estatística para promover melhorias em processos, produtos e serviços acaba gerando reflexos no próprio Produto Interno Bruto (PIB) dos países. “Pensando em termos de ciências matemáticas, englobando por exemplo matemática aplicada, estatística e computação, estima-se que 15% do PIB da França e 16% do PIB da Inglaterra provêm da utilização das ciências matemáticas dentro das empresas. Nós não temos esses cálculos aqui pro Brasil. Mas com certeza essas ciências colaboram imensamente para o aumento do PIB do país”.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (8), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (13), às 21h, e no domingo (17), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Consequências das fake news são tema do USP Analisa


Diariamente, estamos expostos a uma quantidade incalculável de informações na internet. Diante de tanto conteúdo, como identificar os que realmente são verdadeiros e não cair na armadilha das famosas fake news (em português, notícias falsas)? Para discutir esse assunto, o USP Analisa recebe nesta semana o professor especialista em mídias digitais Eduardo Soares.

Ele explica que as fake news surgiram com o intuito de atrair cliques dos internautas para conteúdos monetizados, ou seja, que revertem dinheiro ao autor cada vez que alguém o acessa. Posteriormente, o objetivo passou a ser a crença das pessoas naquela informação e, por meio disso, sua disseminação.

Para Soares, as fake news se espalham rapidamente porque a própria rede incentiva as pessoas a terem uma opinião instantânea sobre os assuntos em discussão. “Eu compartilho essa informação porque muitas vezes é o que eu penso e gostaria que fosse verdade. Potencializado pela dinâmica das redes sociais, que é algo muito rápido e se dissemina numa fração de segundos, eu capto essa informação e já quero passar para a frente, sem um mínimo de interpretação. Podemos dizer, por isso, que as fake news são o mal do século”, diz.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (11), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (16), às 21h, e no domingo (20), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Importância das cooperativas é tema do USP Analisa


Fruto de um movimento iniciado no final do século XIX, durante a Revolução Industrial, as cooperativas são um importante instrumento econômico atualmente. No Brasil, elas empregam mais de 170 mil pessoas e respondem por 30% da produção de alimentos, além de 4,8% das exportações do agronegócio, segundo dados do Sebrae. Para falar sobre esse tema, o USP Analisa recebe nesta semana o docente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP Davi Rogério de Moura Costa.

Ele explica que uma cooperativa é, basicamente, uma sociedade de pessoas que se juntam para desenvolver uma atividade econômica e resolver um problema social. “Ela se aplica em todos os tipos de situações. Na verdade, uma cooperativa surge de problemas econômicos. Vai desde uma cooperativa de recicladores, uma cooperativa de médicos, uma cooperativa de créditos para resolver problemas financeiros, uma cooperativa de produtores por uma questão de comercialização de produtos, tanto na compra quanto na venda. Em algumas atividades econômicas, elas se tornaram bons exemplos e são bem difundidas”.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (4), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (9), às 21h, e no domingo (13), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Difundir ciência por meio de eventos conquista o público


Ganhar o interesse do público quando o tema é a pesquisa científica nem sempre é uma tarefa simples. Mas investir em iniciativas que aproximam o cidadão comum e o cientista, utilizando uma linguagem clara e direta, têm alcançado sucesso, como o Pint of Science, um festival realizado em mais de 20 países, incluindo o Brasil. Para falar sobre esse sucesso e sobre a importância da difusão científica, o USP Analisa desta semana traz o coordenador estadual do Pint of Science Juan Azevedo e o gestor de educação e difusão do Centro de Terapia Celular da USP e coordenador do Pint of Science em Ribeirão Preto Eduardo Vidal.

Para Vidal, as iniciativas de difusão devem ser planejadas levando-se em conta a perspectiva da sociedade.  “A gente percebe, pelas atividades que fazemos, que quando você trabalha um assunto, seja ele de qualquer área, sem filtros com a população, há um retorno muito mais direto. As pessoas entendem, se mostram mais interessadas e vão pesquisar mais sobre o assunto. Às vezes acreditamos que alguns temas não vão ser bem digeridos pela sociedade, mas é o contrário, ela também precisa refletir e ser fonte para que as pesquisas tenham continuidade”, afirma.

O próprio Pint of Science é um exemplo disso. Realizado pela primeira vez no Brasil em 2015, apenas na cidade de São Carlos (SP), hoje o festival abrange 56 cidades nas cinco regiões brasileiras. Segundo Azevedo, o segredo desse sucesso está no formato do evento e no próprio contexto. “Quando você associa um evento que tem custo relativamente baixo com uma estrutura simples e uma rede de pessoas qualificadas, formadas ao longo do tempo em que as universidades foram se estruturando, surge uma fórmula que funciona bem”.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (27), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (2), às 21h, e no domingo (6), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa discute atuação do enfermeiro forense

Ramo das Ciências Forenses voltado não somente à coleta de provas, mas também ao atendimento das vítimas, a Enfermagem Forense tem ganhado espaço no mercado nos últimos anos. A especialidade foi regulamentada em 2017 e espera agora um crescimento no número de profissionais e de cursos de especialização. Para falar sobre a atuação do enfermeiro forense e das perspectivas dessa área, o USP Analisa recebe nesta semana a docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP Lucilene Cardoso.


Segundo ela, é fundamental investir no treinamento desse profissional para que, nos casos de crimes, seja possível fazer uma preservação adequada das provas. “Por exemplo, quando o enfermeiro atua atendendo uma vítima de violência sexual, se ele não for devidamente treinado para fazer esse tipo de atendimento, todas as provas daquela violência são destruídas nas primeiras horas após a violência ocorrida. Aí a importância de ter um treinamento, uma especialização devidamente consolidada que possa instrumentalizar os profissionais a prestar o melhor atendimento”, diz.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (20), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (25), às 21h, e no domingo (28), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

USP Analisa discute os 30 anos da Constituição


Em 2018, a Constituição atualmente em vigor no Brasil completa 30 anos. Elaborada em um período de redemocratização do País, ela ficou conhecida como Constituição Cidadã por ter a participação da própria sociedade em seu processo de construção, já que qualquer pessoa podia propor emendas e boa parte delas integram o texto. Para abordar esse tema, o USP Analisa desta semana recebe os professores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP Eliana Franco Neme e Gustavo Assed.

Embora o Brasil já tenha passado por outras seis cartas magnas, a de 1988 trouxe como principal mudança uma maior importância para os direitos sociais, o que se refletiu inclusive na organização do texto. “A topografia do texto é muito esclarecedora nesse sentido. A Constituição trouxe o cidadão como protagonista e os direitos sociais incluídos nessa esfera de dignidade humana estão logo no começo”, explica Eliana.

Segundo Assed, apesar da lei priorizar os direitos sociais, tanto o Estado quanto a própria sociedade ainda desrespeitam a Constituição nesse sentido. “Os direitos sociais são vilipendiados diariamente no Brasil. O direito à saúde, à educação, ao esporte, esses direitos são desrespeitados de maneira contínua não só pelo Estado brasileiro, pela sociedade brasileira, nós temos um número imenso de pessoas excluídas”, diz.

O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (13), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (18), às 21h, e no domingo (22), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.