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Consumo de transgênicos é tema do USP Analisa


O consumo de alimentos feitos com produtos transgênicos ainda traz preocupação a boa parte da sociedade brasileira. Afinal, todo produto transgênico faz mal à saúde? Para esclarecer essa questão, o USP Analisa desta semana conversa com o doutorando em Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP Relber Aguiar Gonçales.

Segundo ele, o preconceito em torno dos transgênicos ainda é grande, mas em alguns casos, eles são fundamentais para a saúde. “Boa parte das pessoas não sabe, mas a insulina é um produto transgênico. Ela é produzida por uma bactéria e tem as mesmas características que a insulina humana. Diabéticos do mundo inteiro utilizam essas moléculas produzidas de forma transgênica”.

Relber explica que transgênicos produzidos no Brasil são regulamentados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) desde 2005. “Isso veio justamente para proteger as pessoas e para todo mundo entender que não há riscos no consumo de transgênicos. Um produto como esse leva de 10 a 13 anos para chegar às prateleiras e ser comercializado. Acho que nós, brasileiros, precisamos confiar em nossos cientistas. Temos um time de pesquisadores com conhecimento sólido nas universidades”, diz ele.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (25), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (30), às 21h, e no domingo (3), às 11h30. O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Professor sênior do IEA-RP fala sobre o Brasil pré-histórico no USP Talks

O professor sênior do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) Mário de Vivo é um dos convidados da primeira edição de 2018 do USP Talks, no dia 24 de abril. O evento, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP em parceria com o Estadão, vai explorar o tema "Brasil Pré-histórico".

Imagine se você tivesse uma máquina do tempo e pudesse voltar ao passado. Como era o Brasil 100 milhões de anos atrás, na época dos dinossauros? Ou 100 mil anos atrás, durante a chamada Era do Gelo? Quais eram as paisagens desse Brasil pré-histórico, e que animais fantásticos caminhavam por elas?

Além de Mário de Vivo, o USP Talks terá a participação do professor do Laboratório de Paleontologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP Max Langer. 

O evento será realizado no auditório do Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1578), às 18h30. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos na bilheteria a partir das 16h30. Haverá transmissão ao vivo pelo Facebook. Mais informações: www.facebook.com/usptalks.

Sobre os palestrantes

Max Langer é um dos maiores especialistas em dinossauros do Brasil, professor associado do Departamento de Biologia da FFLCRP-USP e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia (2013-2017).

Mário de Vivo é biólogo, especialista na história evolutiva dos mamíferos na América do Sul. Foi curador de mamíferos (mastozoologia) do Museu de Zoologia da USP até 2017 e hoje é professor sênior do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

Diálogo entre ciências humanas e biológicas é tema do “USP Analisa”

Embora existam muitas diferenças entre as várias áreas da ciência, é fundamental que haja um diálogo entre elas no processo de construção do conhecimento. Porém, entre algumas, esse diálogo não existe, como é o caso das ciências humanas e biológicas. Para abordar as razões dessa ausência e os benefícios que uma interface entre as duas poderia trazer, o USP Analisa desta semana entrevista o professor sênior em atividade no Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP Mário de Vivo.

O docente, que atualmente desenvolve projeto sobre esse tema no IEA-RP, explica que essa falta de diálogo se refere ao diálogo acadêmico, imprescindível para a solução de problemas que elas levantam. “A minha impressão é que as muitas áreas do conhecimento humano devem dialogar visando a responder às perguntas que elas têm em suas respectivas áreas. Às vezes, as perguntas estão muito distantes de uma ou outra área, então você fica concentrado ali dentro, mas existem muitas interfaces possíveis. A maioria das ciências, em geral, dialoga bem, mas quando a gente chega na área dos estudos humanos, essas divisões se exacerbam em vez de se tornarem mais fluidas. Em vez de dialogar, de criar áreas de interface, pelo contrário: você tem um recrudescimento da separação”, diz ele.

O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.


Física contribui para o estudo de fenômenos biológicos

A integração entre diversos ramos da ciência para se estudar um determinado tema é cada vez mais comum. Com a Física e a Biologia não poderia ser diferente. Da união delas, nasceu a física biológica, que se dedica a criar modelos para estudar fenômenos biológicos. Para abordar as pesquisas e os desafios nesse campo do conhecimento, o USP Analisa desta semana traz o docente da Rice University e co-diretor do Centro para Física Biológica Teórica José Nelson Onuchic.

Segundo ele, a Física Biológica não nasce do domínio da Física sobre a Biologia ou vice-versa, mas sim de uma interação que permite o desenvolvimento dessas duas áreas da ciência. “A Biologia inspira os físicos a desenvolver uma nova Física teórica. Grande parte dos sistemas físicos é complexa e vive em situações fora de equilíbrio. As células do corpo ou os motores moleculares são sistemas movidos por energia. Mas como entender sistemas complexos que recebem grande quantidade de energia? Não há uma formulação teórica para isso, é preciso criar essa formulação”, explica.

Onuchic atua em um dos dez centros criados pela National Science Foundation, nos Estados Unidos, voltados a pesquisar problemas em áreas de fronteira da ciência. “O que a gente tem feito é tentar criar modelos ligados ao câncer. A maior parte das drogas é criada de maneira empírica. Procuramos entender modelos básicos de como o câncer funciona. Quando você observa a ação da doença, percebe que ela não cria mecanismos novos, mas basicamente toma por refém mecanismos já existentes no seu organismo”, diz.

Na entrevista, o docente, que está há 20 anos realizando pesquisas fora do País, fez ainda uma análise sobre os cortes feitos neste ano nas verbas destinadas à ciência brasileira. Ele afirma que a redução na verba para pesquisa científica é um problema mundial. Nos países desenvolvidos, quando se corta se corta 3 ou 4%, você cria instabilidades no sistema. O que você nota em áreas de pesquisa  – e é o perigo ao fazer esses cortes – é que se leva muito tempo construindo alguma coisa. No entanto, você pode levar pouco tempo para destruí-la. O custo da ciência, considerando o desenvolvimento que ela traz ao País, é muito pequeno. É o lugar errado de cortar”.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (1º), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (6), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Bioinformática é tema do USP Analisa desta semana

Um novo campo da ciência, resultante da fusão da biologia com a informática, está causando uma revolução nas pesquisas científicas. Trata-se da bioinformática, uma área que tem ajudado cientistas a analisar uma grande quantidade de dados e fazer descobertas importantes para a saúde humana. Para discutir os avanços que esse campo do conhecimento tem trazido à ciência, o USP Analisa desta semana entrevista o docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e pesquisador principal do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias, Helder Nakaya.

Ele explica que a quantidade de dados gerada por novas tecnologias de análise de componentes biológicos, como a proteômica e a transcriptômica, é muito grande e por isso a bioinformática tem um papel fundamental hoje nos laboratórios. “A fibrose cística, por exemplo, é uma doença causada, na maioria das vezes, por uma mutação. Achar essa mutação era como procurar uma agulha no palheiro, na verdade era como procurar uma agulha em 3,2 bilhões de palhas. Mas como você vai olhar 3,2 bilhões de letrinhas em centenas de pacientes com e sem a doença sem usar computadores? Fica praticamente inviável. Então a bioinformática surgiu como uma necessidade para analisar essa quantidade de dados enorme que está sendo gerada”, afirma o docente.

Como pesquisador do CRID, um dos centros de pesquisa, inovação e difusão financiados pela Fapesp na USP Ribeirão Preto, Nakaya afirma que a bioinformática tem muito a contribuir com o estudo de doenças inflamatórias. “A inflamação é um processo biológico muito complexo, mas também muito comum. Quase tudo o que altera a fisiologia mexe um pouco com inflamação. Quando estudamos os genes e as vias que são moduladas, ativadas ou inibidas por processos inflamatórios diversos, muitas vezes precisamos da bioinformática para processar essa quantidade enorme de dados e analisá-la. O que a gente faz é desenvolver ferramentas e aplicar cursos para que, independente do conhecimento que se tenha de bioinformática, o pesquisador consiga fazer análises como essas”, diz ele.


A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (17), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (22), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Compreensão do meio ambiente é tema do USP Analisa desta semana

A preocupação com o meio ambiente e o relato de interferências severas na natureza, no Brasil, remontam ao século XVIII. Atualmente, não faltam informações em diferentes mídias que permitam ao cidadão e, principalmente, aos estudantes formar uma opinião sobre o tema. Mas será que, de fato, estamos compreendendo a importância de nossa relação com o meio ambiente? Para abordar o tema, o USP Analisa desta semana recebe a docente do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, Fernanda da Rocha Brando Fernandez.

Segundo ela, a concepção clássica do termo remete basicamente às relações entre os seres vivos e os fatores abióticos, ou seja, as influências recebidas de um ecossistema, tais como a luz, a temperatura e o vento. “Mas se a gente considerar que esse entendimento vai, ao longo da história da ecologia, considerar diferentes ambientes que foram tratados por diferentes autores, a conotação do termo também vai tomando outros sentidos”.

Para Fernanda, a concepção de meio ambiente é influenciada também pelas representações sociais. Por isso, é importante trabalhar uma dimensão mais humana do conceito. “Na disciplina de Educação Ambiental que eu ministro, costumo tratar esse termo como uma discussão entre um conceito científico e uma representação social. No contexto mais atual, não faz sentido a gente restringir essa definição de meio ambiente à relação entre fatores bióticos e abióticos”.

Para melhorar o entendimento do termo e de sua importância para outros aspectos da vida da sociedade, o ensino de ciências tem um papel fundamental. “Dentro do ensino de ciências, a gente pode falar de diálogo de saberes e estamos percebendo que a dimensão do conhecimento tradicional ou popular vem sendo agregada também ao que é considerado conhecimento científico”, diz ela.

A docente cita estratégias utilizadas para que o aluno consiga ter uma dimensão maior do tema e de como ele pode estar relacionado diretamente ao seu dia a dia. “Por exemplo, aulas de campo. O aluno consegue assumir um papel no processo da aprendizagem que o torna um pouco mais protagonista porque ele está vivenciando aquele espaço. Uma aula em uma praça pública, por exemplo, pode ser motivadora, pois não só ambientes naturais sem intervenção humana são fontes de discussão”.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (28), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (2), a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.


IV Ciclo de Palestras em Psicobiologia

Data: 18 a 20 de janeiro de 2017
Local: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP Ribeirão Preto

Entre os dias 18 e 20 de Janeiro de 2017, acontecerá o IV Ciclo de Palestras em Psicobiologia, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto.

A programação contará com palestras e mesas-redondas, visando a interlocução entre estudantes, profissionais e pesquisadores da área, e a discussão dos avanços, papéis e o fazer da psicobiologia brasileira. 

Dentre os palestrantes confirmados, está o professor Frederico Graeff, pesquisador da área de Neuropsicofarmacologia, que falará sobre Transtorno de Pânico. Haverá também palestras sobre análise do comportamento, estresse, etologia, psicologia do esporte, entre outras.

O evento é voltado para alunos de graduação, pós-graduação e profissionais das áreas biológicas e humanas.

Mais informações e a programação completa, estão disponíveis no site: http://cursodeveraopsicob.wixsite.com/cursodeveraopsicobio/copia-iv-ciclo-de-palestras

O Ciclo de Palestras é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia e recebe apoio do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo de Ribeirão Preto (IEA-RP).



III Darwin Day Ribeirão Preto

Data: 29/04 às 9h
Local: Auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto - FDRP/USP

No dia 29 de abril, às 9 horas, será realizado o III Darwin Day Ribeirão Preto, no auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto - FDRP/USP.

O evento é uma realização do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada e em Entomologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP Ribeirão Preto (FFCLRP/USP), e conta com o apoio do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP/USP).

O Darwin Day tem como objetivo celebrar a contribuição da obra e da vida do naturalista britânico Charles Robert Darwin (1823-1913), um dos proponentes da teoria da evolução, debatendo suas ideias e promovendo a difusão do conhecimento científico.

Iniciando as atividades, o professor Nelio Bizzo (Faculdade de Educação da USP) realizará a palestra "Darwin no telhado das Américas" e os professores Luiz Fontes (Instituto Médico Legal de São Paulo) e Heloisa Domingues (Museu de Astronomia e Ciências Afins) discorrerão sobre o tema "Darwin no Brasil".

No período da tarde, o professor Aldo de Araújo (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) irá fazer uma apresentação sobre síntese estendida e, em seguida, coordenará a mesa-redonda "Relações entre as pesquisas atuais em evolução e Darwin", que terá como debatedores os professores da FFCLRP/USP Ricardo Macedo Correa e Castro, Dalton de Souza Amorim e Flávio Alcino Bockmann.








Vídeo do evento


Métodos Quantitativos em Microscopia

Data: 30/09 (terça-feira) às 8h15
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática da USP Ribeirão (CIRP)

O uso de técnicas de microscopia em pesquisas na área biológica é amplamente difundido, especialmente devido à possibilidade de utilização de marcadores específicos de tipos celulares, vias metabólicas, sinalizadores de atividade celular, entre outros.

Considerando essa infinidade de possibilidades, a análise quantitativa dos resultados, como por exemplo, ensaios imunohistoquímicos, é grande fonte de discussões entre os pesquisadores.

Neste sentido, a fim de demonstrar algumas possibilidades de quantificação de sinais em materiais biológicos, o evento irá discutir a aplicação de técnicas de reconstrução tridimensional de células individuais, assim como o método estereológico para quantificação de número de células em dado volume de tecido e o uso de softwares como Neurolucida e Stereo Investigator (Microbrightfield).

O evento é uma realização do "Grupo de Estudos Reflexões em Neurociência Contemporânea", vinculado ao IEA-RP e coordenado pelo Prof. Dr. Norberto Garcia-Cairasco (FMRP-USP). 






Vídeo:

Encontro de História e Filosofia da Biologia 2014

Data: 06 a 08 de Agosto
Local: Auditório da Faculdade de Direito da FDRP/USP

No período de 6 a 8 de agosto ocorrerá o Encontro de História e Filosofia da Biologia 2014. O objetivo do evento é apresentar e debater pesquisas relacionadas ao tema, além de explorar suas interfaces epistêmicas por meio de apresentações e discussões.

A conferencista internacional convidada é a professora Dra. Marsha Richmond, do Departamento de História da Universidade de Detroit, Estados Unidos, que irá palestrar sobre a participação das mulheres na ciência, utilizando como base a história da biologia.

Os trabalhos a serem submetidos, sob a forma de apresentação oral ou pôster, devem abordar pesquisas relacionadas à história e filosofia da biologia, podendo incluir sua aplicação ao ensino ou outras interfaces.


O evento será realizado no Auditório e dependências da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FDRP-USP) e o prazo de inscrição para apresentação de trabalhos é 14 de abril de 2014.

O encontro é promovido pela Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia (ABFHiB) e conta com o apoio do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP), do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada (FFCLRP-USP), do Programa de Pós-Graduação em Entomologia (FFCLRP-USP), da FAPESP e do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP).

Mais informações sobre os trabalhos e valores para inscrição acesse o site: http://www.abfhib.org/Encontro.html







Vídeos:








Biodiversidade e vida selvagem em Portugal: perspectivas de pesquisa

Data e horário: 24/06 às 14h30
Local: Salão de eventos do Centro de Informática da USP Ribeirão Preto (CIRP)

O professor Carlos Manoel irá apresentar um panorama global sobre o estado da vida selvagem em Portugal e as linhas de pesquisa que estão sendo desenvolvidas na Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.

Na palestra será exposto como Portugal é, na Europa, repositório de uma fauna rica e diversa. O seu contexto mediterrânico e atlântico possibilita a comunhão de espécies com grandes diferenças ecológicas, comportamentais e em grau de conservação. 

Segundo Manoel, enquanto algumas espécies como os mangustos (Herpestes ichneumon), se tornaram bastante comuns, chegando mesmo a ser controladas através da caça, outras, como o lince-ibérico (Lynx pardinus), encontram-se numa situação latente de pré-extinção, havendo hoje em dia numerosos esforços de conservação para tentar devolver esta espécie aos seus habitats históricos.

Associada a esta grande diversidade faunística está uma forte e dinâmica linha de pesquisa científica, fundamental para a implementação de programas de conservação e gestão mais sustentados e adequados à realidade do país.

O evento é uma realização do IEA, Polo Ribeirão Preto e do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP Ribeirão Preto.

Sobre Carlos Monel Fonseca: Licenciatura em Biologia pela Universidade de Coimbra, Mestrado em Ecologia pela Universidade de Coimbra, Doutorado em Biologia pela Universidade de Aveiro, atualmente é docente do Departamento de Biologia e Diretor do Mestrado em Ecologia Aplicada da Universidade de Aveiro.











Vídeo do evento: