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O Cérebro Estatístico

Data: 09/06 às 15h
Local: Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP

Para mostrar de que forma a neuromatemática, uma nova área da matemática ligada à neurociência, contribui para desvendar o funcionamento cerebral, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza no dia 9 de junho, a partir das 15h, no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP, a conferência “O Cérebro Estatístico”, com o coordenador do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (Cepid Neuromat) Antonio Galves.

O cérebro humano ainda representa um mistério para a ciência. Mas uma das chaves para solucioná-lo e ajudar os pesquisadores a entender como esse órgão codifica e processa as informações está em uma área do conhecimento que, em um primeiro momento, soa inusitada: a estatística.

Os cientistas suspeitam que a forma como o cérebro aprende algo ou constrói uma memória siga uma regularidade de caráter estatístico. Assim, modelos matemáticos podem ser úteis para representar a interação entre bilhões de unidades neuronais e prever comportamentos, contribuindo, por exemplo, para prever doenças como o Alzheimer com maior rapidez.

Sobre Antonio Galves: é graduado em matemática e tem mestrado e doutorado em estatística. É docente do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e desde 2013 coordena o Cepid Neuromat, que reúne uma equipe de matemáticos, neurocientistas, médicos e cientistas da computação para desenvolver uma nova teoria do cérebro utilizando modelagem matemática e neurociência teórica.

Mais informações sobre o evento: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368.







Vídeo:

Workshop 2017 Ciência de Fronteira e Desenvolvimento

Data: 26/05, às 8h30
Local: Sala de Concertos da Tulha da USP Ribeirão Preto
Inscrições: Clique aqui
Valores: R$ 20 para público geral e R$ 10 para estudantes


O Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP realiza no dia 26 de maio, a partir das 8h30, no Auditório da Tulha da USP Ribeirão Preto o Workshop 2017 Ciência de Fronteira e Desenvolvimento. 

Uma formação ampla e completa é indispensável para sobrepujar os desafios enfrentados pelo profissional atualmente. Esses profissionais precisam atender as necessidades do mercado e ainda contribuir para o desenvolvimento social e melhorar a qualidade de vida da população. Esse é o tema central das discussões do Workshop.

Programação

O evento começa às 8h30 com apresentação musical. Às 9 horas, o professor José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP, fala sobre Pesquisa na USP; logo em seguida, o professor Aldo Zarbin, presidente da Sociedade Brasileira de Química, fala sobre Materiais Avançados na Forma de Filmes Finos: Preparação e Aplicações, seguido de apresentação do professor Antônio Cláudio Tedesco, da FFCLRP, sobre Nanotecnologia: Uma Ferramenta Poderosa a Serviço da Saúde.

No período da tarde, a partir das 14 horas, o professor Carlos Gilberto Carlotti Junior, pró-reitor de pós-graduação da USP, fala sobre a Pós-Graduação na USP. 


Em seguida, será realizada a mesa-redonda: Ciência, Gestão da Inovação, Saúde, Direito e Desenvolvimento, com os professores Geciane Silveira Porto, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP; Rodrigo Stabeli, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e coordenador da Plataforma Bi-Institucional de Medicina Translacional da Fiocruz); Gustavo Assed Ferreira, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP; e Richard Ward, da FFCLRP. A mediação fica por conta do professor Pietro Ciancaglini, diretor da FFCLRP. Ao final, abre-se a sessão de pôsteres.

A atividade conta com o apoio do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e Rádio USP Ribeirão Preto.

Eventos analisam criminologia no cenário internacional

Quem acompanha o noticiário policial desconhece que por trás de todo o processo de investigação e punição de um crime – e até mesmo da própria prevenção a ele – está uma ciência interdisciplinar que tem ganhado bastante atenção nas últimas décadas dentro da universidade: a criminologia.

Nos dias 25 e 26 de abril, dois eventos no campus Ribeirão Preto da USP debateram e trouxeram atualizações sobre esse tema, inclusive com palestrantes internacionais. A conferência “Políticas criminais e de segurança” e o II Seminário Internacional de Criminologia foram organizados pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Desenvolvimento e Intervenção Psicossocial (GEPDIP) da USP e pela Organização Comunitária Santo Antônio Maria de Claret.

Entre os palestrantes, estava o diretor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto Cândido da Agra, um dos grandes estudiosos internacionais da criminologia. Em uma videoconferência, ele abordou a história e as características da criminologia como sistema de pensamento e destacou sua importância para compreender o crime e a violência como fenômenos atuais.

“Não há uma só causa para o crime, há várias. Há fatores que se conjugam, fatores biopsicossociais. Não há um delinquente nato e não há um tipo constitucional de delinquente: qualquer pessoa normal pode ser um delinquente”, diz ele.

Para Agra, a criminologia não é uma moda, já que desde os anos 80 vem atingindo um patamar chamado pelo filósofo e historiador Michel Foucault de epistemologização ou cientificização. Há novos ramos dessa ciência em desenvolvimento, como a criminologia experimental, que dá continuidade aos estudos de delinquência juvenil e prega que é necessário agir mais cedo em relação às trajetórias de delinquentes, e os setores ligados ao crime cibernético, que desperta grande preocupação.

“Os criminosos são doutores, uns em economia, outros em cibernética. Estamos longe de acompanhar totalmente as inovações que nascem no crime através das novas tecnologias, da informática. Há 30, 40 anos, ainda estávamos no limbo da revolução cientifica e tecnológica. Não acreditem que os delinquentes são ignorantes, que não tem mais formação em informática que nós”, afirma Agra.

Avaliação da segurança em Portugal e Cabo Verde

Além de abordar questões relacionadas à violência e ao fenômeno do crime no Brasil, os dois eventos também apresentaram um panorama do que acontece em outros países de língua portuguesa, como Portugal e Cabo Verde.

Docente da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, Carla Cardoso realiza estudos para avaliar políticas públicas relacionadas à segurança implantadas na cidade do Porto, em Portugal. Uma pesquisa orientada por ela mapeou questões sobre o sentimento de insegurança na população local, utilizando entrevistas e reconhecimento de fotografias, além de uma técnica conhecida como eye tracking, que identifica o caminho do olhar de uma pessoa ao se deparar com uma imagem.

Segundo ela, a percepção de que a segurança e o sentimento de insegurança eram fenômenos que precisavam ser estudados deu-se nos anos 60, nos Estados Unidos. Trinta anos depois, começou-se a aplicar esses estudos também em Portugal, pois embora o país não apresentasse grandes taxas de criminalidade, a população relatava sentimento de insegurança e medo do crime.

“Esses estudos podem dar pistas para quem está por trás das tomadas de decisão. Por exemplo, perceber melhor como se pode construir o espaço urbano. Essa é uma dimensão importante para o dia a dia das pessoas. Quando o medo interfere na qualidade de vida de uma pessoa, ela deixa de fazer coisas importantes, como uma caminhada recomendada pelo médico que não é feita porque ela tem medo de sair à rua”, afirma.

Já em Cabo Verde, o fenômeno criminal não é homogêneo. O docente do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais de Cabo Verde João Francisco de Brito dos Santos abordou as características da violência em seu país.

“Lá existem basicamente os mesmos problemas de outros países em termos de fatores que favorecem o crime. Mas há estabilidade política. Entretanto, um estudo comparativo feito por pesquisadores da Universidade de Coimbra mostrou que a criminalidade na Guiné Bissau é muito inferior à de Cabo Verde – e lá existe uma instabilidade terrível desde a década de 80. Já foi até considerado um narcoestado pela comunidade internacional. E como é possível? A resposta é óbvia: em Cabo Verde há muito mais coisas para roubar à disposição do ladrão”, conta ele.

Innocence Projects

A ideia de crime está associada à ideia de uma penalidade para quem o comete. Mas nem sempre quem realmente cometeu um determinado crime é o condenado. Segundo o docente da Universidade Estadual de Maringá e da Unicesumar Gustavo Noronha de Ávila, isso acontece devido ao principal tipo de prova usado no processo: a memória da testemunha.

Ávila explica que a formação da memória obedece a um processo envolvendo etapas de estímulo, codificação, armazenamento e recuperação. Por isso, o fator tempo é fundamental para se produzir uma prova de qualidade baseada no depoimento da testemunha. Caso contrário, o risco de se condenar alguém em virtude de uma falsa memória aumenta.

“Falsas memórias são distorções, lembranças que contêm dados que não correspondem ao que aconteceu no passado. Ela não revela uma intenção da pessoa em alterar realidade de fatos. É gerada espontaneamente, por sugestão de terceiros e acaba sendo representação da realidade como pessoa a enxerga”, diz ele.

O próprio processo de ouvir a testemunha, segundo ele, está repleto de equívocos. Um dos métodos usado, chamado show up, envolve apresentar apenas uma foto ou um suspeito, o que pode acabar confundindo as memórias. Além disso, nas entrevistas feitas com a testemunha são realizadas, na grande maioria, perguntas fechadas, que limitam as respostas e também podem gerar conclusões erradas.

Para tentar evitar que inocentes acabem pagando por crimes que não cometeram, foi criado nos Estados Unidos em 1992 o Innocence Projects. Trata-se de um instituto sem fins lucrativos que se dedica a tentar absolver pessoas injustamente presas realizando um exame mais criterioso das provas – e pleiteando indenizações para os condenados quando sua inocência fica provada. Atualmente, ele se tornou uma rede e está presente em diversos países, entre eles o Brasil.

“O projeto chegou ao Brasil em dezembro de 2016, em parceria com o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Por enquanto, estamos fazendo uma seleção por amostragem a partir de casos recebidos pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Também estamos traduzindo para o português o formulário aplicado pelo Innocence Projects aos apenados”, conta Ávila.

Segundo ele, o projeto pretende ainda estimular discussões sobre causas sistêmicas da condenação de inocentes, inclusive com produção de dados sobre erros judiciais, além de realizar cursos de capacitação para agentes públicos sobre os melhores procedimentos para ouvir as testemunhas e fomentar mudanças legislativas e estruturais para prevenir condenações injustas.

Legalização das drogas

A política de combate às drogas em vigor atualmente no País também contribui para o inchaço das prisões. O docente da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP Victor Gabriel Rodriguez mostrou em sua palestra que a legalização das drogas poderia ser uma saída para melhorar o cenário carcerário brasileiro.

Ele citou estatísticas que apontam o tráfico como razão de 28% das detenções. No caso das mulheres, esse número sobe para 65%. A implantação da Lei de Drogas, em 2006, trouxe um aumento de 25% no encarceramento, embora a proposta fosse de penas mais brandas para usuários. Rodriguez lembrou ainda que a extensa fronteira com países produtores de drogas torna a vigilância praticamente impossível.

“Vivemos uma guerra às drogas. Mas a finalidade de uma guerra é a paz. Não faz sentido declarar uma guerra sem saber qual termo de paz se deseja celebrar. Vemos, de um lado, cenas no Rio de Janeiro em que policiais matam traficantes rendidos, mas veja: os matam sem revolta da sociedade. Tirando nós, que vivemos em bolhas sociais de direitos humanos, a sociedade vibra quando morre um traficante. Nossa guerra está vencida, não há termo final”, afirma ele.

Para Rodriguez, a proposta de descriminalização não será uma falta de regulamentação. Ele citou como exemplo substâncias psicotrópicas legais que são vendidas de forma controlada nas farmácias e causam até mais dependência que outras drogas ilegais. “Se a pessoa obtém a droga pelo Estado, não existe o agente que quer viciá-la, como o traficante faz. Também teríamos uma série de vantagens de assistência ao usuário, de auto-responsabilização e, principalmente, de estrangulamento do dinheiro do crime. Ninguém vai conseguir fazer com que o crime deixe de existir enquanto ele movimentar um trilhão de dólares por ano”.

Cronologias do crime organizado em São Paulo: regulação da morte, controle da vida

Data e Horário: 06/03 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática da USP Ribeirão Preto (CIRP)

Vídeo do evento



A Palestra será realizada pelo professor Sérgio Adorno, que apresentará o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV) e analisará a emergência da criminalidade organizada nas prisões e os ataques realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) de maio a agosto de 2006.

O NEV é um dos Núcleos de Apoio a Pesquisa da Universidade de São Paulo e desde 1987 desenvolve pesquisas e forma pesquisadores, tendo como uma de suas principais características a abordagem interdisciplinar na discussão das relações entre violência, democracia e diretos humanos.

Os estudos do professor Adorno no âmbito do NEV debatem a organização criminal dentro de quatro eixos: cenário internacional e contexto brasileiro, antecedentes históricos, enraizamento do crime na sociedade e o papel das políticas públicas penitenciárias.

Sobre Sergio Adorno: Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, Doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo, Pós-Doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales, CESDIP, França. Atualmente é Diretor e Professor Titular em Sociologia da FFLCH- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Coordenador Científico do Núcleo de Estudos da Violência - USP, Presidente da ANDHEP- Associação Nacional de Direitos Humanos- Pesquisa e Pós-Graduação.



II Workshop sobre Pressão Intracraniana PICMI

Data e horário: 12/11: 8h30 até 17h00 e 13/11: 9h00 até 16h00
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização)



O Instituto de Estudos Avançados da USP Polo Ribeirão Preto e Polo São Carlos irão realizar, nos dias 12 e 13 de novembro, o 2º Workshop PICMI como parte integrante das atividades do Projeto da Organização Panamericana de Saúde – OPAS e Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto.

Confira o programa completo clicando aqui.

A inovação tecnológica em saúde, mais especificamente a que se refere à mensuração em tempo real da pressão intracraniana, é uma demanda mundial ainda vigente para o diagnóstico de várias patologias e tratamento de doenças relacionadas. Atualmente todos os métodos comerciais existentes para medição da PIC são invasivos existindo uma ampla demanda por sistemas minimamente invasivos e não invasivos.

Neste contexto, o professor Sérgio Mascarenhas, criador do método minimamente invasivo e idealizador do workshop PICMI, explica que os novos métodos de monitoração da pressão intracraniana são inovações de importância social e científica para a sociedade a nível global. Desse modo, o 2º PICMI visa reunir lideranças científicas e acadêmicas, inclusive internacionais como o prof. Marek Czosnyka da Universidade de Cambridge, para debater e explorar o tema.

O evento conta com o apoio do Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Consulado Britânico - SP, FAPESP, CNPQ, Sapra Assessoria, Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto e o CIRP - USP.









Vídeos do Evento:

Transferência de Tecnologia e Criação de Empresas Spin-off

Data: 31/10/2012
Horário: 14h00 às 17h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização)



A mesa redonda irá reunir pesquisadores, professores e empresários para discutir as soluções e dificuldades encontradas para promover a Transferência de Tecnologia das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) para empresas públicas e privadas.

Abrindo o primeiro bloco, a pesquisadora da FioCruz, Ana Paula Cossenza, irá apresentar o modelo de transferência que foi adotado pela Fundação, através do Instituto de tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Representando o Instituto Butantan, Luciana Teixeira irá expor o modelo de transferência do Instituto para empresas do setor farmacêutico. A professora da USP, Geciane Porto (FEA-RP), fechará a primeira etapa debatendo a criação de empresas Spin-off. 

O segundo bloco tem como objetivo apresentar casos práticos de sucesso envolvendo Transferência de Tecnologia, os convidados são Marcelo Ferro Garzon da Agência de Inovação da UFSCar e Flávia Prado que representará a Agência USP de Inovação. Concluindo os debates, José Norberto Callegari, presidente da Lychnoflora, irá relatar a experiência de sua empresa, voltada à P&D de ativos naturais.









Vídeo do Evento:


Perspectivas sobre Aplicações de Sistemas Complexos em Ciências Biomoleculares

Data: 03/10/2012
Horário: das 14:30 às 17:15
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização).
Fotos: Clique aqui

A Disciplina de Pós-Graduação "Tópicos Avançados em Fisiologia" e o Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto, organizam a Mesa Redonda “Perspectivas sobre aplicações de Sistemas Complexos em Ciências Biomoleculares”.

Neste evento, um Químico, um Biólogo e um Físico apresentarão suas próprias experiências com moléculas, genes e neurônios, tendo como alvo de discussão os universais e as particularidades de Complexidade e Emergência nas Ciências Biomoleculares.  

Segundo o Prof. Dr. Norberto Garcia Cairasco (FMRP-USP), coordenador da Mesa, os Sistemas Complexos estão presentes no nosso dia a dia, num leque enorme que vai de eventos moleculares aos componentes do Universo, sendo que suas regras podem ser aplicadas a moléculas, células, neurônios, rios, animais, objetos interatuando e que pelo efeito de “multidão” e por competição de recursos produzem fenômenos ou funções emergentes.

Abrindo o programa de atividades, o Prof. Dr. Norberto Garcia Cairasco, que atuará como Coordenador e Debatedor, fará uma introdução sobre os conceitos de Complexidade e Fenômenos Emergentes.

A seguir, o Prof. Dr. Hamilton Varela (IQSC-USP) discutirá a utilização de sistemas químicos como modelos mínimos de algumas propriedades encontradas em sistemas biológicos.

O Prof. Dr. Ricardo Vêncio (FFCLRP-USP) apresentará os esforços do seu grupo para identificar as "partes" moleculares (ncRNAs) do microorganismo archea modelo H. salinarum que ainda não são conhecidas em seu genoma, bem como a busca por entender suas interações com as "partes" conhecidas (proteínas).

Continuando o evento, o Prof. Dr. Antonio Roque (FFCLRP-USP) informará os recentes resultados de simulações computacionais que mostram que as características morfológicas e dinâmicas dos neurônios podem ter impacto nas propriedades funcionais de redes complexas cerebrais.

Para finalizar será realizada uma discussão com todos os membros da Mesa e o público terá a oportunidade de debater e tirar suas dúvidas sobre o tema.

Vídeo

Apresentações
Para vizualizar as apresentações clique aqui.

Nanotecnologia aplicada à saúde: uma nova abordagem contra várias doenças

Com o Prof. Dr. Antonio Cláudio Tedesco (FFCLRP-USP) 
Data: 19/09/2012 
Horário: 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização).

Nesta palestra o professor Tedesco irá apresentar e debater as pesquisas e os estudos desenvolvidos na área da saúde pelo Grupo de Fotobiologia e Fotomedicina, o qual é coordenador. Dentro da linha de pesquisa está o desenvolvimento de sistemas de veiculação de fármacos (DDS) com Nanotecnologia para medicamentos e princípios ativos e fotoativos para tratar Câncer, Parkinson, Alzheimer, desordens Neuro-ortopédicas e Neurológicas, Malária e Dengue.

Os trabalhos também abordam o uso de Bioativos isolados da Floresta tropical Amazônica visando o desenvolvimento de produtos inseticidas e repelentes contra Malária e Dengue, além dos esforços para ampliar a Rede de Ensaios Clínicos para tratar câncer de pele, em uma estrutura ambulatorial de baixo custo.

Neste contexto, destacam-se as parcerias entre a indústria e a Universidade para o desenvolvimento de novos sistemas de veiculação de fármacos de interesse comercial específicos, desenvolvidos por demanda de centros de pesquisas e indústrias no Brasil e no mundo.

Sobre Antonio Cláudio Tedesco: Doutor em Fotoquímica Orgânica pela Universidade de São Paulo em 1992. Realizou Pós-doutoramento na Escola de Medicina de Harvard na área de Fotobiologia e Fotomedicina e entre 2004 e 2005 na Universidade Paris (Paris-V), Institut National de La Sante et de La Recherche Médicale na área de Engenharia Tecidual. É Professor Titular da Universidade de São Paulo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto desenvolvendo pesquisa na área de Terapia Fotodinâmica, Fotobiologia e Engenharia Tecidual.









Vídeo


Apresentação

Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: Certezas e Incertezas

Com o Prof. Dr. Tércio Ambrizzi (IAG-USP)
Data: 10/09/2012
Horário: 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização).
O evento terá transmissão online, para assistir clique aqui.

O professor Tércio Ambrizzi irá abordar o sistema da Terra e do ambiente, que em sua forma mais ampla, é um conjunto de subsistemas altamente acoplados e interdependentes envolvendo atmosfera, biosfera, hidrosfera, criosfera, assim como a Terra sólida e a interação da atmosfera com os processos decorrentes da Física Solar. 

Tradicionalmente esses processos eram estudados de forma disciplinar com apenas algumas condições de contorno definindo a interface com os demais subsistemas. No entanto, a partir do momento em que a ciência apontou para evoluções do clima terrestre na escala de décadas a centenas de anos, que podem afetar a humanidade e a sustentabilidade de seu ambiente, a necessidade de analisar o Planeta Terra como um todo foi impulsionada de uma forma sem precedentes. 

Neste contexto, o principal objetivo desta palestra é fornecer uma visão geral da importância do aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera e seu impacto no sistema terrestre global, destacando as certezas e incertezas científicas envolvidas.

Sobre Tércio Ambrizzi: Graduado em Física e Metereologia pela USP. Doutor em Meteorologia pela Universidade de Reading. É Diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo e Professor Titular do Departamento de Ciências Atmosféricas em Dedicação Integral no IAG/USP.









Vídeo
Apresentação

“Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento de Ribeirão Preto”

Data: 22/08/2012
Horário: 14h15
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização). Haverá também transmissão online pelo link: http://www.cirp.usp.br/transmissao

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Polo Ribeirão Preto, realizará no dia 22 de agosto o Simpósio “Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento de Ribeirão Preto”.

O objetivo do simpósio é reunir pesquisadores e profissionais do meio acadêmico, tecnológico e empresarial visando mostrar a importância da Ciência, da Tecnologia e da Inovação no desenvolvimento econômico e social dos municípios. Busca também analisar a proposta de criação de uma Secretaria de Ciência e Tecnologia para a cidade de Ribeirão Preto.

O evento será realizado no Salão de eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto (CIRP), às 14h15, e deverá contar com três apresentações de aproximadamente 30 minutos e, ao final, 30 minutos adicionais para debate. Segue abaixo o cronograma:

14:15 – Abertura Prof. Dr. Oswaldo Baffa Filho (Coordenador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Polo Ribeirão Preto)
14:30 - Antonio Carlos Thobias Junior (Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos)
15:00 - Renato Pires da Silva Filho (Diretor do Departamento de Desenvolvimento Socioeconômico da Secretaria de Planejamento e Gestão de Ribeirão Preto)
15:30 - Prof. Dr. José Eduardo Dutra de Oliveira (Presidente da Academia de Ciências de Ribeirão Preto)
16:00 - Debate
16:30 - Encerramento

Após o evento será elaborado e redigido um documento com as ideias debatidas e as propostas apresentadas. Este será oferecido a todos os candidatos a prefeito de Ribeirão Preto para acrescentarem a seus Planos de Governo.










Vídeo do evento


Apresentação do evento

Cândido Portinari: do Cafezal às Nações Unidas

Com o Prof. Dr. João Cândido Portinari (Projeto Portinari)
Data: 20/08/2012
Horário: 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização). 

A palestra será apresentada por João Cândido Portinari, filho de Cândido Portinari, e exibirá a trajetória artística do pintor desde sua origem no interior do Estado de São Paulo até a plenitude de seu legado de mais de 5 mil obras.

A apresentação expõe os principais temas desenvolvidos por Portinari, o povo, a vida e alma brasileira, apresentando uma visão do conjunto da obra, e atinge seu ápice nos painéis “Guerra” e “Paz”, que foram presentados pelo Brasil à Organização das Nações Unidas.


O acervo reunido faz parte do trabalho de 33 anos do Projeto Portinari, idealizado por João Cândido, que fez o levantamento, catalogação, pesquisa e disponibilização da obra e vida do pintor.


Nestes mais de 30 anos esta Palestra Multimídia percorreu todo o território brasileiro, de pequenos vilarejos de interior até as grandes capitais, assim como no exterior: EUA, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Áustria, Noruega, México, Argentina, Rússia, entre outros.


Sobre João Cândido Portinari: Ph.D. pelo Massachusetts Institute of  Technology. Cursou Matemática no Lycée Louis-Le-Grand e a École Nationale Supérieure des Télécommunications, em  Paris. Foi um dos fundadores do Departamento de Matemática da PUC-Rio, assumindo sua chefia em 1968. É Presidente da Associação Cultural Candido Portinari e conquistou diversos prêmios pelo Catálogo Raisonné de Cândido Portinari, entre eles o Prêmio CLIO de História, Prêmio Sérgio Milliet, Prêmio Jabuti, Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade. Foi também agraciado com a Ordem do Mérito Cultural, como Comendador, com a Medalha do Mérito Marechal Cordeiro de Farias, a Medalha Antônio Olinto e em 2012 foi eleito a “Personalidade do ano” pela Associação Brasileira dos Críticos de Arte.










Vídeo do Evento


Eletrônica Orgânica: Uma nova fronteira da Ciência

Com o Prof. Dr. Roberto Mendonça Faria (IFSC - USP)
Data: 15/08/2012
Horário: 15h00
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto - CIRP/USP (ver localização). 

A rede de pesquisa INEO (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Eletrônica Orgânica) tem por objetivo montar uma rede de grupos de pesquisa voltada à área de dispositivos eletrônicos e opto-eletrônicos orgânicos. Para isso, é usada a tecnologia de filmes ultrafinos, feitos de moléculas orgânicas semicondutoras. 

O projeto da rede é concentrado em diferentes classes de materiais orgânicos, foto- e/ou eletroativos, e os projetos de pesquisa que compõem essa proposta incluem as áreas de síntese orgânica, estudo de propriedades estruturais, ópticas e elétricas, teoria de transporte em dispositivos e em estrutura eletrônica em nível molecular, processamento e possíveis aplicações de dispositivos. 

Baseado nessa experiência, serão apresentados alguns trabalhos interdisciplinares que envolvem desde a síntese química das moléculas até a fabricação e caracterização de dispositivos (diodos luminescentes, fotovoltaicos, e transistores), passando pelos estudos fotofísicos e teóricos desses materiais. 

Sobre Roberto Mendonça Faria: Possui graduação, mestrado e doutorado em física e livre-docência pela Universidade de São Paulo. Pós-Doutorado pela Université Montpellier e Centre  National de La Recherche Scientifique. É arbitro de diversas revistas científicas. Atual Coordenador do Polo São Carlos do Instituto de Estudos Avançados.










Vídeo do Evento

Apresentação do Evento



Boletim 1º Semestre / 2012

Transmissão Online

Para assistir aos eventos clique aqui.

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